Manifestação em apoio à Lava-Jato reúne dezenas em Nova Friburgo

Grupo fez protesto pacífico contra a corrupção na Praça Dermeval Barbosa Moreira
segunda-feira, 05 de dezembro de 2016
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
O grupo protestou na Praça Dermeval Barbosa Moreira (Foto: Ricardo José Jacob/Facebook)

Debaixo de chuva, dezenas de manifestantes realizaram um protesto pacífico contra a corrupção, na tarde deste domingo 4, no centro de Nova Friburgo. Vestidos de verde a amarelo, o grupo se reuniu na Praça Dermeval Barbosa Moreira em defesa da operação Lava Jato e contra as modificações no pacote de 10 medidas anticorrupção aprovado, na madrugada do dia 30 de novembro, pela Câmara dos Deputados.

A manifestação foi organizada pelo movimento “Vem pra rua, Nova Friburgo” e ocorreu simultaneamente em centenas de municípios dos 26 estados mais o Distrito Federal. O estopim dos novos protestos no país foi causado depois que deputados federais que aprovaram o texto-base que alterou as medidas propostas pelo Ministério Público Federal e avalizadas por mais de dois milhões de assinaturas de cidadãos encaminhadas ao Congresso Nacional.

Dos dez tópicos originais, apenas quatro foram mantidos pelos deputados. Eles acrescentaram outros três pontos no texto. Foram mantidas a criminalização do caixa 2 de campanha eleitoral, o aumento de punição para crime de corrupção, a transparência para tribunais na divulgação de dados processuais e a limitação de recursos para protelação de processos.

Outros pontos aprovados, mas que não constavam no projeto original, foram: a criminalização da venda de votos por parte de eleitores, a instituição do crime de responsabilidade para juízes e promotores por abuso de autoridade, e a melhoria da regra que trata das ações populares.

Do projeto original, ficaram de fora: a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, a recuperação do lucro derivado do crime, a prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado, a reforma do sistema de prescrição penal, os ajustes nas nulidades penais e a medida para impor maior celeridade nas ações cíveis de improbidade administrativa.

Outras medidas que não constavam no projeto original, como a anistia ao caixa 2 e a criação da figura do “reportante do bem” também caíram. O texto, agora, segue para votação no Senado. O presidente Michel Temer, posteriormente, ainda poderá vetar pontos do que for aprovado pelo Congresso.

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