Lojas cheias, bolsas vazias: friburguenses cautelosos nesta Black Friday

Mesmo com lojas garantindo descontos especiais, consumidores afirmam não terem visto muitas vantagens nas promoções
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
por Karine Knust
Foto de capa
A Alberto Braune cheia de gente nesta sexta (Fotos: Henrique Pinheiro)

Apesar da promessa de preços arrasadores, a Black Friday 2017 parece não ter empolgado os consumidores friburguenses. Como já é de costume, principalmente em lojas de departamento, as portas de alguns estabelecimentos foram abertas ainda à meia noite desta sexta-feira, 24. Na internet, chegaram a circular algumas imagens de filas de pessoas aguardando para entrar nas lojas. Na manhã de sexta-feira, porém, muita gente foi às ruas para conferir os preços e voltou para casa de mãos vazias.

Foi o caso da lavadeira Marta Rodrigues (foto), de 48 anos, que andou de loja em loja em busca de um microondas e terminou a procura sem comprar o eletrodoméstico. “Vi um microondas simples, mas de uma marca boa, por R$ 299 ontem (quinta-feira, 23) e hoje só achei por mais caro que isso. O negócio agora é esperar mais um pouco e comprar, talvez, no Natal. No ano passado a promoção estava melhor, comprei um celular que custava R$ 900 por R$ 649”, relata Marta.

Ainda segundo a friburguense, a melhor opção para quem quer economizar em campanhas coletivas de promoção, como a Black Friday, é pesquisar. “Passei a semana toda avaliando os preços. Todo dia eu entrava nas lojas para saber quanto estava o microondas para comparar com os valores de hoje (sexta-feira) e não vi vantagem alguma. Acredito realmente que essa campanha seja uma black fraude, isso sim. Não tem como comprar sem pesquisar, principalmente com essa crise. Quem tem juízo, avalia primeiro antes de gastar”, afirma Marta.

Quem também voltou para casa de mãos vazias nesta sexta-feira, 24, foi a aposentada Lúcia Bohrer. “Vim a loja ontem (quinta-feira), por volta das 18h, e comprei o que estava precisando, que era uma televisão de 32 polegadas. Paguei R$ 999 e hoje ela está por R$ 899. Valeu a pena me adiantar para não enfrentar tumulto, não achei o preço muito diferente do que estava antes”, conta Lúcia.

Diferente de Marta e Lúcia, o professor Josenildo Pinheiro, 39 anos, saiu da loja com uma televisão 32 polegadas em mãos, mas o friburguense afirma que também não viu muitas vantagens na Black Friday deste ano. “Acho que existe mais marketing do que preço, na verdade. Comprei um produto hoje, mas foi por coincidência mesmo. Não cheguei a pesquisar, tampouco a esperar o dia da Black Friday. Vim hoje (sexta-feira) porque o dinheiro caiu na conta hoje. Não tinha diferença no preço, paguei R$ 1.100”, relata Josenildo.

O movimento no centro da cidade, por volta das 11h, era intenso nas calçadas, mas dentro de muitos estabelecimentos dava para contar nos dedos de uma mão a quantidade de clientes circulando. Para a administradora Juliana de Souza, de 30 anos, a queda no interesse pode estar ligada à crise ou ainda as famosas promoções onlines. “As pessoas estão repensando bastante na hora de gastar. Isso sem contar com aqueles que preferem comprar pela internet em vez de enfrentar grandes filas nas lojas físicas Eu, por exemplo, queria comprar algumas coisas, mas resolvi focar nas prioridades e comprar online”, conta a jovem.

A Black Friday é um dia de descontos organizado pelo varejo, que promete promoções em lojas físicas e online. Ela ocorre na última sexta-feira do mês de novembro, um dia após o feriado de Ação de Graças, celebrado nos Estados Unidos.

 

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