Homem cai no Bengalas, em trecho sem calçada nem grades

Acidente aconteceu na altura do Colégio Rui Barbosa. Moradores reclamam da falta de proteção no local
quinta-feira, 07 de dezembro de 2017
por Alerrandre Barros
Foto de capa
Bombeiros trabalham no resgate (Foto de leitor)

O trecho do Rio Bengalas sem calçadas nem grades de proteção, no Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, fez uma vítima na manhã desta quinta-feira, 7. Um homem de 53 anos se desequilibrou e caiu dentro do rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi socorrido, por volta das 6h, e encaminhado para o Hospital Municipal Raul Sertã.   

Em novembro, A VOZ DA SERRA mostrou que, apesar de as obras terem avançado e chegado em Duas Pedras, próximo à rodoviária norte, cerca de 500 metros da Avenida Governador Roberto Silveira - da sede da Faol até o Colégio Municipal Rui Barbosa, no Prado - ainda não têm calçadas e grades de proteção às margens do rio.

Em alguns trechos, de tão estreita a calçada de terra batida, só é possível passar uma pessoa por vez. Em outros, arbustos e postes obrigam ciclistas e pedestres a se arriscar caminhando pelo acostamento. Além de não ter calçamento, o local não recebe capina há tempos, segundo moradores.

"Até agora a gente não entendeu o motivo por que só esse trecho não foi finalizado. Alguns empresários até pensaram em construir o resto da calçada, mas acho que é o governo quem deve terminar”, disse o dono de um quiosque próximo à ponte de Conselheiro, Waldeney Ribeiro de Simas.

Na ocasião, A VOZ DA SERRA perguntou ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pelas obras no rio, por que o local ainda não recebeu calçamento e grades. O órgão informou que iria investigar o caso e, assim que possível, esclarecer o fato, mas ainda não enviou resposta.

O jornal voltou a questionar o Inea nesta quinta-feira, 7, e aguarda resposta. A Prefeitura de Nova Friburgo também foi procurada para esclarecer o mistério, mas disse nesta quinta “que por tratar-se de uma obra do Inea, quem pode dar a informação é o próprio órgão”.

Iniciadas em 2013, as obras de desassoreamento, dragagem e ampliação da calha do Bengalas podem ser encerradas em 2018. O prazo era abril de 2016, mas devido à atrasos nos respasses e demora no processo de desocupação das casas que margeiam o rio, o prazo foi estendido várias vezes.

Mais de R$ 195 milhões, do governo estadual e federal, foram investidos na maior obra realizada em Friburgo nos últimos anos. Nesta quinta-feira, 7, operários do consórcio Rio Bengalas, trabalham no trecho de Duas Pedras, demolindo casas e construindo muros de concreto armado às margens do rio.

 

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