Gasolina passa de R$ 5 e está dez centavos mais cara em Friburgo

Não era só demanda reprimida após a greve não: encher o tanque agora pode custar até R$ 250
quinta-feira, 07 de junho de 2018
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
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O barulho dos caminhoneiros com a greve nacional no final do mês passado surtiu efeito e o diesel já está mais barato em alguns postos de Nova Friburgo. Mas como a reivindicação era para apenas um tipo de combustível, o valor da gasolina voltou a subir e o friburguense já sentiu no bolso esse aumento. As bombas de alguns postos apontam um reajuste de dez centavos no valor do litro da comum, o que elevou a média do preço cobrado para R$ 4,89 em postos de combustíveis sem bandeira e R$ 5,09, em postos com bandeiras.

Assim, o friburguense que quiser encher o tanque agora terá que desembolsar em torno de R$ 250.

A greve dos caminhoneiros reacendeu a discussão sobre a maneira como a Petrobras regula o preço dos combustíveis. A política da estatal em reajustar o preço da gasolina quase que diariamente pode estar com os dias contados. Para assessores do presidente Michel Temer, o reajuste diário ficou "insustentável" num ambiente de turbulências no mercado financeiro por causa da instabilidade nos cenários externo e interno, o desejo é que os reajustes sejam feitos a partir de agora mensalmente. A própria Petrobras, que criou a regra de ajustes diários, já estaria também convencida de que o sistema terá de sofrer modificações, desde que sejam preservados os princípios de repasse dos custos com base na variação do petróleo e do dólar.

A política de correção da Petrobras deve mudar, segundo informações do jornal Valor Econômico, mediante condições impostas pela estatal à presidência da República. A mudança, no entanto, não garantiria o repasse direto ao consumidor, caso houvesse redução. A nova orientação é discutir o tema sem gerar turbulências e a mensagem de interferência política na Petrobras. A ideia é criar um colchão tributário para amortecer aumentos elevados no preço da gasolina diante de altas expressivas do barril do petróleo e do dólar.

Ainda segundo a reportagem, seria algo semelhante ao que foi feito para o diesel, só que, no caso da gasolina, a maior parte da conta deverá ser custeada com subsídios. “O problema para a gasolina, neste momento, é a falta de espaço fiscal para criação de um colchão tributário”, observa o jornal Valor.

 

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