Friburgo terá protesto na Praça contra homofobia

Segundo organizadores, manifestação na próxima quinta é motivada por agressão na Monte Líbano
segunda-feira, 04 de dezembro de 2017
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa

Integrantes de movimentos sociais e simpatizantes da comunidade LGBT de Nova Friburgo realizarão um ato contra a homofobia na cidade. O evento, que tem como objetivo conscientizar a população sobre os direitos individuais e o respeito à diversidade sexual, acontecerá na próxima quinta-feira, 7, a partir das 17h, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, no Centro.

Batizada de “Friburgo sem homofobia”, a manifestação será motivada pela agressão a um rapaz na noite de quinta-feira, 30 de novembro. O caso aconteceu na calçada em frente a um movimentado bar, na Rua Monte Líbano, no Centro. “Um jovem fotógrafo de 22 anos foi covardemente agredido por um homem que quebrou um copo de vidro em seu rosto pelo simples motivo de não querer sua presença no bar. Agressão homofóbica em uma rua movimentada, num bar movimentado e que quase tirou a visão, ferramenta de trabalho de um jovem fotógrafo LGBT”, diz texto publicado pelo grupo no Facebook.

Em outra parte do texto o grupo pontua: “A comunidade LGBT de Nova Friburgo vem através desse ato se fazer ouvida e mais uma vez repudiar o derramamento de nosso sangue como fruto de intolerância LGBTfóbica. Basta de LGBTfobia em nova Friburgo. Pelo fim das agressões LGBTfóbicas em nossa cidade”.

O caso

Felipe Fernandes, de 22 anos, estava com amigos em um bar comemorando um aniversário quando a confusão aconteceu. Ele conta que o local estava muito cheio, que ele já havia pagado a conta e que se preparava para ir embora quando esbarrou, sem querer, em Johnnatan. “Ele pediu que eu saísse de perto e não encostasse mais. Não provoquei e nem ofendi ninguém. Apenas disse que não sairia. Quando dei por mim, era só sangue", afirmou ele que teve o nariz quebrado ao ser agredido com um copo de vidro no rosto.

De acordo com os amigos do jovem, a ação foi motivada por conta da orientação sexual de Felipe. “Não foi uma agressão mútua como o agressor está alegando, foi gratuita. Foi tudo muito rápido. Estávamos em 20 a 25 pessoas, todos felizes, comemorando, e de repente a noite se transformou num inferno. Foi um ato homofóbico, sim, e nós vamos fazer um processo de militância para que isso não fique impune”, disse a aniversariante, Julielle Peixoto, de 23 anos.

Em texto publicado no Facebook, Johnnatan Lack, de 24 anos, afirmou que “esse fato lamentável ocorreu por uma discussão e logo após uma briga, afirmo que de forma alguma foi por homofobia, pois todos que me conhecem sabem que não sou homofóbico, tenho o maior respeito pela opção sexual de cada um, não tenho problemas em lidar e conviver pacificamente com homossexuais, tenho muitos amigos homossexuais que podem comprovar o que afirmo”. Johnnatan  ficou com a mão cortada.

O caso foi registrado na 151ª DP como lesão corporal e está sendo investigado.

 

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