Feira da Vila Amélia tem horário estendido aos sábados

Abaixo-assinado com mais de 2 mil adesões consegue ampliar funcionamento até as 15h
sábado, 26 de agosto de 2017
por Guilherme Alt

Nesta sexta-feira, 25, é comemorado o Dia do Feirante.  Em Nova Friburgo, a Feira da Vila Amélia, que funciona em um galpão da cooperativa de feirantes, deu um passo importante para tornar-se ainda mais atrativa, sem deixar de lado a tradição. Em meio a caixas de frutas, verduras e legumes, é possível sentar à mesa de bares, degustar cervejas, comprar vinhos, saborear acarajés, comida japonesa, risotos, pastéis com recheios exóticos como shitake e outros pratos prontos, além de, é claro, fazer a feira. Às vezes, músicos da cidade se apresentam no local.

“Eu percebi que era hora de uma mudança e fiz uma petição no Avaaz (rede para mobilização social global através da Internet) para recolher assinaturas de pessoas que concordavam com a ideia de estender o horário da feira, aos sábados, até as 18h. A ideia não foi muito bem aceita pelos feirantes, mas mais de duas mil pessoas assinaram a petição. Conversando com a diretoria, chegamos a um entendimento. Hoje, a feira funciona até às 15h, somente nos sábados. Nos demais dias da semana, o encerramento ocorre por volta das 12h”, explica Tasso Freire, um dos diretores da feira.

A ideia de Tasso é aproveitar ao máximo o espaço da feira para atrair o público a permanecer no local, ouvindo uma música ao vivo, provando uma cerveja artesanal, comendo um pastel, sem atrapalhar a programação de quem vai a feira para comprar alimentos.

“Quebrar essa tradição é complicado, mas, aos poucos, a ideia de modernização vai sendo implantada. Os feirantes chegam às 4h da madrugada, realmente seria pesado ficar até 18h. Sábado passado tivemos música ao vivo e a experiência foi boa. A própria diretoria me parabenizou e achou que a ideia deu certo, mas os reflexos disso nós vamos ver neste sábado, 26, quando um intérprete da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio vai se apresentar. São shows com duração de uma hora”, afirmou o diretor financeiro.

Os comerciantes estão divididos: alguns são a favor, outros não sentiram diferença em ficar aberto três horas a mais. “Eu achei a mesma coisa. Aqui na minha barraca até diminuiu. Para mim, até meio-dia está bom, a maior parte do meu movimento é cedo”, disse o feirante Luís Sérgio Senna.

Há mais de 40 anos no local, Margarida e Laerte Lima, donos da Lanchonete do Laerte – Point do Pastel, aprovaram as mudanças e dizem que a feira ficou mais animada e atraiu mais pessoas. “Está ótima. Um público que não costumava vir antes aqui agora bate o ponto na feira e fica um tempão rodando pelos estandes. A gente adora esse clima de música ao vivo. Esses eventos acontecem a partir das 11h e não atrapalham aquelas pessoas mais tradicionais que costumam vir à feira sempre nas primeiras horas do dia”, afirma o casal.

“As pessoas que vêm para fazer as compras costumeiras, após realizarem essas compras, acabam ficando nas bancas gastronômicas. Ou seja, elas continuam sendo atraídas pelas bancas de hortaliças, legumes, frutas, nada mudou. Quando chegam na feira e veem as opções de cerveja artesanal, acarajé, elas acabam ficando mais um pouco e geram um consumo positivo para feira. É um dia de feira, mas é um dia de feira diferenciado”, finaliza Tarso.

 

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