Faol quebra silêncio e confirma venda para grupo do Rio

Negociação teria passado dos R$ 50 milhões. Prefeitura ainda não foi notificada da mudança na empresa
quinta-feira, 18 de maio de 2017
por Alerrandre Barros
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Ônibus da Faol perfilados (Foto: Jordan Silva)

A Friburgo Auto Ônibus Ltda (Faol) confirmou nesta quarta, 17, que está em negociação o controle acionário da concessionária com um novo grupo empresarial do Rio de Janeiro. A companhia quebrou o silêncio cinco dias depois que A VOZ DA SERRA noticiou, com exclusividade, a venda da empresa para um consórcio formado pelas empresas de ônibus Coesa, Pavunense e Expresso Recreio, que operam na Região Metropolitana do Rio. “Tão logo as partes entrem em acordo, o poder concedente (a Prefeitura de Nova Friburgo) será notificado, como previsto em lei. Aprovada a proposta, a Faol irá comunicar à imprensa e à população. A empresa reafirma o compromisso de manter a qualidade do serviço prestado aos moradores de Nova Friburgo”, informou em nota.

Na prática, a Faol está sendo gerida extraoficialmente pelos novos donos, desde segunda-feira, 15, porque os trâmites da negociação dependem da autorização do governo municipal. A lei federal 8.987/1995, que regula as concessões de serviços públicos, proíbe mudanças na composição da concessionária sem autorização pública, com risco de anulação do contrato.

Uma fonte ouvida pelo A VOZ DA SERRA estimou que o Grupo Real vendeu a Faol por, no mínimo, R$ 50 milhões. A mudança no comando foi comunicada à diretoria durante uma reunião na última sexta-feira, 12. Os novos donos também assumiram dívidas da empresa e o risco de renovação do contrato de concessão com Prefeitura de Nova Friburgo, que vence em setembro de 2018.  

Com atuação no Rio  e em São Paulo, o Grupo Real assumiu o controle da Faol em junho de 2012. Logo depois, começou a ter prejuízos com a empresa que se intensificaram com a gratuidade para idosos a partir dos 60 anos, ofertada na cidade, além dos elevados custos de manutenção da frota em Friburgo. No início deste ano, o governo implantou a integração plena e deu um reajuste na tarifa de 6,7%, abaixo do que a Faol pediu.

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