Eterno remendo

quarta-feira, 09 de maio de 2018
por Jornal A Voz da Serra

NOVA FRIBURGO está em luta permanente com as obras de recuperação do município, incluindo aí a malha viária. Anualmente os governos lançam as conhecidas obras emergenciais para tapar buracos em milhares de quilômetros de rodovias nos estados brasileiros. Um buraco tapado hoje será novamente remendado no ano que vem. São obras que duram apenas um ano, ou menos, e custam milhões e milhões aos cofres públicos em todo o país.

ASSIM segue o Brasil tapando buracos, das estradas, do orçamento, dos hospitais, das favelas, das salas de aulas, das delegacias lotadas, num eterno remendo. E seguirá assim, enquanto o objetivo de quem circula nos corredores dos poderes for sempre a próxima eleição e o trabalho para que a população saiba que o dinheiro público está sendo aplicado.

SEGUNDO os críticos do governo, diminuíram as vítimas nos acidentes automobilísticos porque poucos motoristas conseguem andar a mais de 40 quilômetros por hora nas estradas brasileiras. O drama do transporte rodoviário não é novidade e nem será solucionado no governo Temer. As estradas viraram desprezo dos governantes há anos e a resposta infelizmente consumirá bilhões do governo, por falta de continuidade dos que o antecederam.

CUIDAR das rodovias não passa, apenas, de mais uma obrigação do governo. É uma imposição da economia para o bem de toda a sociedade. É preciso estancar nossos males crônicos com medidas efetivas que contribuam com a população. E não com as conhecidas operações tapa-buracos que não resolvem o problema.

O DRAMA das estradas esburacadas também é sofrido em Nova Friburgo. Muitas estradas vicinais, além da malha urbana, estão necessitando de reparos com urgência. Pistas de reconhecida importância na cidade estão em péssimas condições de tráfego, podendo levar à ocorrência de acidentes por conta dos incontáveis buracos e dos estragos causados pela chuva.

O ESFORÇO do governo municipal, infelizmente, não tem sido suficiente para suprir as deficiências estruturais e depende fundamentalmente da ajuda do governo estadual e das verbas federais. O tempo vai passando e as providências não chegam para atenuar o sofrimento da população. O tempo corre contra Nova Friburgo. 

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