Estatísticas que assustam

terça-feira, 15 de maio de 2018
por Jornal A Voz da Serra

O BRASIL está a cada dia mais violento. Segundo dados publicados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a quantidade de mortes violentas no país aumentou em 17 dos 26 estados do país no último ano. O mapeamento é assustador e dá sinais de que a guerra está longe de acabar.

O ESTADO que apresentou maior variação foi o Amapá, com aumento de 52% nos últimos anos.  Além disso, outros estados que registraram altas taxas de variação foram Rio de Janeiro (24%), Rio Grande do Norte (18%), Pernambuco (14,4%), Bahia (12,8%), Sergipe (11,5%), Pará (10,3%) e Rio Grande do Sul (8,5%).

O QUE CHAMA atenção nesse emaranhado de estatísticas negativas é que, na avaliação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o nível alarmante dos índices de criminalidade mostra como, há muitos anos, a violência deixou de ser exclusividade de um estado ou de uma região.

NA REALIDADE, os dados mostram que o número de mortes violentas no país cresceu 3,8% em comparação com 2015 e chegou a 61.619 casos. Dados comparativos também indicam que esses assassinatos cometidos no Brasil equivalem, em números, às mortes provocadas pela explosão da bomba nuclear que dizimou a cidade de Nagasaki, no Japão, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

ALÉM DISSO, desde que as mortes violentas passaram a ser contabilizadas pelo Fórum, há quatro anos, o número total apresentou um crescimento de 10,3% até 2016. Em 2013 foram registradas 55.847 mortes. Entre 2013 e 2014 a taxa apresentou uma variação de 6,9%, com 59.730 casos registrados só em 2014, seguida por uma queda em 2015, com 58.870 casos (1,4%).

SEGUNDO os dados do Anuário, em 2016, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no Brasil, totalizando 4.657 mortes. Mas apenas 533 casos foram classificados como feminícidio, mesmo após lei de 2015 obrigar tal registro para as mortes de mulheres dentro de suas casas, com violência doméstica e por motivação de gênero.

O CENÁRIO é, na realidade, desolador e, o que mais amedronta, é que as projeções vislumbram horizontes ainda piores.  O que existe é a degradação de valores, a subversão total dos bons hábitos.

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