Estado deve pagar bolsas de alunos e professores da Uerj até sexta

Pagamento é referente aos meses de maio, junho e julho. Universidade discute possibilidade de fim da greve
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
por Jornal A Voz da Serra
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Após iniciar o pagamento dos salários atrasados dos servidores, o governo do Rio anunciou, na tarde desta quarta-feira, 16, a quitação dos valores referentes às bolsas oferecidas a alunos e professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O pagamento é referente aos meses de maio, junho e julho e deve acontecer até esta sexta-feira, 18.

Além da Uerj, bolsistas da Universidade Estadual da Zona Oeste, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, do Hospital Universitário Pedro Ernesto e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro também devem receber. Ao todo, serão destinados R$ 60 milhões a esses pagamentos.

Na última segunda-feira, 14, o governo começou a regularizar os salários atrasados de maio, junho e julho - com exceção do 13º de 2016 - para todos os servidores ativos, inativos e pensionistas que ainda não tinham recebido os vencimentos integrais. Os valores estão sendo quitados com recursos que foram adiantados pelo banco Bradesco, vencedor da licitação para operação da folha de pagamento do funcionalismo que rendeu R$ 1,3 bilhão aos cofres do estado.

Os pagamentos podem permitir a retomada das aulas no Instituto Politécnico da Uerj, em Nova Friburgo. Hoje, 17, e amanhã, 18, a universidade decide, em assembleias, a possibilidade de acabar com a greve e iniciar o primeiro semestre letivo de 2017. No entanto, pesa ainda a falta de manutenção e segurança. Além disso, um novo calendário acadêmico também precisa ser criado, ou seja, se decidirem pelo fim da greve, as aulas não devem retornar já na próxima semana.

Vale ressaltar que o governo ainda não tem, entretanto, a garantia do pagamento em dia dos próximos salários. Isso porque o calendário dos vencimentos de agosto, que devem ser pagos até o 10º dia útil de setembro, depende de empréstimo de R$ 3,5 bilhões com o aval federal que ainda não ocorreu. O valor serviria também para pagar o 13º.

 

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