Estado aprova novo projeto do Hospital do Câncer

Unidade reduzida terá 50 leitos, em vez dos 200 inicialmente previstos, e menos equipamentos
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
por Adriana Oliveira
Foto de capa
As obras paradas do hospital (Arquivo AVS)

Com um quarto dos leitos inicialmente previstos, o projeto reduzido do Hospital do Câncer de Nova Friburgo foi finalmente aprovado pelo governo estadual.  Os custos estão estimados em torno de R$ 40 milhões, ou seja, R$ 10 milhões a menos do orçado anteriormente.

Para se tornar viável para os cofres estaduais, o projeto passou por uma série de adaptações: em vez dos três prédios previstos inicialmente, serão construídos apenas dois; os 200 leitos originais foram reduzidos para 50, sendo 40 de internação e dez de tratamento intensivo; os aparelhos de raios X diminuíram de cinco para dois, e os tomógrafos, de três para um. Os equipamentos de radioterapia também foram reduzidos, de dois para um; o número de consultórios passou de 20 para sete; já as salas de cirurgia continuaram com a mesma quantidade: cinco.

Apesar de o projeto modificado ser mais enxuto, o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira, garante que toda a demanda regional será atendida em um hospital de excelência. E o projeto prevê a possibilidade de expansão no futuro.

O projeto readaptado  foi  aprovado após muita pressão. Segundo o deputado estadual Wanderson Nogueira (PSOL-RJ), o Estado já negocia com a empreiteira que estava fazendo a obra para que ela seja retomada sem a necessidade de um novo processo de licitação. “Já perdemos a verba federal e vamos continuar com a pressão até que o hospital esteja em pleno funcionamento”, disse Wanderson.

A inviabilidade do projeto original do Hospital de Oncologia da Região Serrana, no imóvel onde funcionava o Centro Adventista de Vida Saudável (Cavs), na Ponte da Saudade, ficou clara no fim de 2017, quando foi anunciado que os recursos federais empenhados para as obras seriam devolvidos à União. A Caixa Econômica Federal não aceitou o pedido da Secretaria estadual de Obras de prorrogação, por mais um ano, do prazo do convênio para a elaboração de um projeto menor.

A unidade, cujas obras foram interrompidas, teria originalmente capacidade para atender 500 mil pessoas por ano, disponibilizando 200 leitos, sendo 30 infantis, cerca de 300 consultas por dia e até quatro mil cirurgias por ano.

 

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