Esqueceram da calçada e das grades de proteção

Projeto de revitalização executado pelo Inea não incluiu trecho às margens do Bengalas onde homem caiu semana passada
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
por Alerrandre Barros
Foto de capa
O trecho de fora do contrato (Foto: Henrique Pinheiro)

Os cerca de 500 metros da Avenida Governador Roberto Silveira, em frente à garagem da empresa de ônibus Faol até o Colégio Municipal Rui Barbosa, no Prado, distrito de Conselheiro Paulino, ainda está sem calçada e grades de proteção nas margens do Rio Bengalas porque ambas não foram previstas no projeto de desassoreamento, dragagem e ampliação da calha do rio, executado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), através de um consórcio de empreiteiras.

“O atual contrato compreende o trecho entre a foz do Rio Dantas (estaca 99, próximo à Rua Garcia de Queirós, ao lado do colégio) e o trevo de Duas Pedras (estaca 272), totalizando uma extensão aproximada de 3,4 quilômetros, com previsão de conclusão em dezembro de 2017”, revelou o Inea nesta segunda-feira, 11.

O trecho que está sem proteção lateral e calçamento foi canalizado do Colégio Rui Barbosa até o Morro dos Maias, próximo à usina da concessionária de energia elétrica Energisa, no loteamento Belmonte, através de outro contrato do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. As obras, orçadas em R$ 58 milhões, começaram a ser realizadas pela empreiteira Tecnosolo em 2009, antes da tragédia climática de 2011.

Dois anos depois, em 2013, o governo federal lançou outra licitação para realização das obras no trecho do Prado até o trevo de Duas Pedras, onde atualmente os operários do consórcio vencedor, formado pela EIT Engenharia e a Ferreira Guedes, instalam muros de concreto pré-moldados para conter as margens do rio na altura da rodoviária norte.

A VOZ DA SERRA entrou em contato com a Prefeitura de Nova Friburgo para saber se o governo municipal tomará alguma medida a fim de evitar que o trecho sem calçadas e grades permaneça como está, sem a devida proteção. Na última quinta-feira, 7, um homem de 53 anos se desequilibrou, caiu dentro do rio e se feriu, exatamente nesse local. Ele foi socorrido pelos bombeiros. O governo municipal, porém, não respondeu aos questionamentos do jornal até a atualização desta notícia.

Canalização do rio

A canalização do Bengalas é uma obra antiga e importante porque o rio cruza grande parte de Nova Friburgo e, até 2011, causava alagamentos em diversos bairros, principalmente no distrito de Conselheiro Paulino, durante fortes chuvas de verão. O primeiro trecho que recebeu obras de contenção e teve a calha ampliada foi o trecho da confluência com os rios Santo Antônio e Cônego, em frente a Igrjea Luterana, no Paissandu até a fábrica Haga, no Centro. A obra também foi realizada pela Tecnosolo.

Depois, em 2009, o governo iniciou as obras do Prado até o loteamento dos Maias, trecho causador dos alagamentos em Conselheiro Paulino, segundo um estudo de macrodrenagem realizado pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2013, começaram as obras que estão em andamento em Duas Pedras. Avaliadas em mais de R$ 195 milhões, deveriam ter sido concluídas no ano passado.

A próxima etapa de canalização do Rio Bengalas deve ser realizada no trecho da fábrica Haga até a ponte do trevo de Duas Pedras. Não há, entretanto, prazo para o lançamento do edital de licitação para obras nesse trecho do rio.

 

LEIA MAIS

Mulher teria tropeçado e caído na frente de carro em movimento

Espaço foi visitado nesta quinta pelo embaixador da Hungria no Brasil, Norbert Konkoly

Largo João Baptista Bussinger foi restaurado através de uma parceria público-privada.

Publicidade
TAGS: obra