Equipe captura macaco suspeito de atacar pessoas em Cordeiro

Animal foi solto em área de mata fechada no Parque Estadual do Desengano nesta segunda-feira
segunda-feira, 09 de janeiro de 2017
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
(Foto: Jeferson Pires)

Foi capturado neste último domingo, 8, o macaco que teria atacado moradores da cidade de Cordeiro nas últimas semanas. A ação contou com a participação de agentes da Unidade de Policiamento Ambiental de Cordeiro, Fiocruz, Emater, Inea, Rio Zoo, Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, Defesa Civil de Cordeiro e Núcleo de Estudos e Pesquisa em Animais Selvagens da Universidade Estadual do Norte Fluminense. O animal, do gênero bugio, foi levado para o Parque Estadual do Desengano e solto em uma área de mata fechada da unidade na manhã desta segunda-feira, 9. 

Segundo o chefe do Parque Estadual do Desengano, Carlos Dario, o reconhecimento do macaco foi realizado com base em características físicas passadas pelos moradores que teriam o avistado nas redondezas do bairro Posto Zootécnico, em Cordeiro. “O animal foi identificado por suas características, como cor e tamanho, de acordo com o que foi passado pelas pessoas atacadas e por outros moradores que o viram. Foram usadas diferentes estratégias para captura, armadilhas, redes, mas sem sucesso. No domingo, ele foi avistado novamente e alvejado com um dardo tranquilizante. Foram feitas análises médicas e concluímos que ele está em plena saúde”, afirma Carlos. 

Ainda segundo Carlos Dario, o comportamento apresentado pelo animal é considerado bastante inusitado. “O bugio não é um macaco agressivo. O ataque ocorre quando ele se sente acuado ou está defendendo a cria, tirando essas duas situações, a tendência é de afastamento dos humanos. Ouvimos de alguns moradores locais e pessoas que teriam presenciado ataques que algumas crianças teriam jogado paus, pedras e apontado espelhos com reflexo do sol na cara do animal. Talvez, por isso, ele tenha personificado as pessoas, crianças principalmente, como inimigos”, explica o  gestor do Parque do Desengano.

“Levamos o animal para um fragmento de mata com condições apropriadas e longe da área urbana”, diz Carlos, alertando que “é preciso entender que animal silvestre não é pet, por isso, não deve ser tratado como tal. Caso alguém aviste um macaco, ou qualquer outro animal silvestre, a recomendação é que não o alimente. Isso porque o bicho pode se apresentar dócil no começo e, com isso, voltar regularmente, mas se esse alimento parar de ser oferecido, por exemplo, ele pode se tornar agressivo. Outra recomendação é quanto ao contato. É importante manter contato visual com o animal e se afastar lentamente. Sair correndo pode estressá-lo ainda mais e ocasionar um possível ataque”, orienta. 

Somente no último mês de dezembro, quatro pessoas foram atacadas pelo macaco bugio nas redondezas do bairro Posto Zootécnico, em Cordeiro. Duas delas crianças. O último caso, inclusive, aconteceu no dia 27 de dezembro e foi com uma menina de cinco anos que precisou levar pontos na cabeça e nas mãos. Desde então, policiais ambientais, integrantes do Corpo de Bombeiros e do Parque Estadual do Desengano trabalhavam na captura do animal. No último dia 29 de dezembro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) chegou a obter liminar que determinava ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) a captura do macaco, por expor a população ao risco.

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