Em estado precário, escola fecha em Varginha

Alunos ficaram quinze dias sem aula e foram transferidos para outras unidades
terça-feira, 25 de agosto de 2015
por Jornal A Voz da Serra
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Os 430 alunos da Escola Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira, na Rua Leonino Dutra, em Varginha, tiveram suas rotinas mudadas neste segundo semestre. Isso porque, diferente dos demais alunos da educação municipal que voltaram às aulas no último dia 3, as crianças do JK tiveram uma espécie de “férias forçadas” até a última semana porque o prédio da instituição foi fechado pela Prefeitura devido à precariedade da estrutura física.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, desde segunda-feira, 24, os alunos da JK retornaram às aulas em novos imóveis, as crianças da pré-escola foram para uma creche no próprio bairro e os do ensino fundamental para o imóvel onde funcionava o Colégio Cefel, na Rua José Tessarrolo dos Santos, no Paissandu. A reclamação dos pais, no entanto, é quanto a falta de informação e a demora na realocação dos estudantes.

“Tenho dois filhos de 14 e 13 anos que estudam no JK e fiquei sabendo pela minha filha que eles seriam transferidos. A escola só informou oficialmente o problema no início do segundo semestre, quando eles deveriam estar voltando às aulas. Mesmo assim, não nos explicaram direito o que estava acontecendo, apenas ouvi que a escola estava caindo. Sem contar que remarcaram o retorno quatro vezes. Primeiro eles iam voltar às aulas no dia 10 de agosto, depois 12, aí mudaram para 17, depois 19, mas só começou nesta segunda-feira, 24, por pressão dos pais e imprensa. Eles estão fornecendo transporte para o deslocamento das crianças para o novo prédio e tudo, mas deveriam nos comunicar melhor sobre as coisas”, reclama Adriana Vieira Martins, mãe de dois alunos do 5º e 6º anos do ensino fundamental. Ainda segundo ela, a instituição não deu um prazo para que os alunos do ensino fundamental voltem a estudar em Varginha.     

Em nota, a Secretaria de Educação informou que os alunos não voltarão ao local original nos próximos meses, isso porque será construída uma nova unidade em três terrenos vizinhos já adquiridos pelo município. As obras não têm previsão para começar porque ainda haverá processo licitatório para a escolha da empresa que realizará a intervenção. Quanto as aulas perdidas, a secretaria esclareceu que elas devem ser repostas em sábados letivos e atividades complementares. Para que as crianças possam chegar ao novo prédio no Centro, o município está fornecendo ônibus para o deslocamento.

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