Em busca de novos talentos

terça-feira, 22 de maio de 2018
por Jornal A Voz da Serra

A Seleção Brasileira de Futebol começou a receber os jogadores convocados pelo técnico Tite, na Granja Comary, na vizinha Teresópolis. De agora em diante, faltando poucos dias para a abertura do evento, o torcedor brasileiro entra em estado de expectativa para o início do jogo. É a paixão nacional em busca de mais um título. Assim como o futebol, outras modalidades esportivas entraram na preferência nacional. Vôlei, basquete, atletismo e natação são os destaques.

LEVANDO-SE em consideração a indiscutível paixão dos brasileiros por esportes e a importância da atividade física para a saúde e a autoestima das pessoas, é necessário que os governantes e a sociedade rediscutam a questão dos investimentos na infraestrutura esportiva do país e na formação de atletas.

É INEGÁVEL que o Brasil tem prioridades mais urgentes para resolver. Diante da crise econômica, do desemprego e até mesmo das crônicas carências em áreas básicas como saúde, educação e segurança, pode parecer estranho defender mais investimentos no esporte. Mas não deveria ser, pelo porte e a expressão do país no cenário internacional.

A ADOÇÃO DE políticas públicas direcionadas às áreas referidas pode muito bem incluir o estímulo à prática esportiva, pois já está comprovado que o esporte é um recurso poderoso para auxiliar a saúde pública, para desenvolver a disciplina e o respeito às regras e também para preservar crianças e jovens da criminalidade.

INVESTIR pura e simplesmente na formação de atletas de elite para competir e conquistar o pódio com vitórias não é o bastante. O fundamental é apostar na massificação e na oferta de infraestrutura esportiva adequada para que as pessoas se sintam estimuladas a conhecer e praticar as diversas modalidades esportivas. Assim, desse ambiente, é que tendem a surgir, naturalmente, os campeões.

A TRANSFORMAÇÃO começa nas escolas, clubes e universidades, além de espaços públicos como praças e parques.  E os resultados surgirão satisfatoriamente. Com pouco investimento, parcerias e políticas adequadas é possível criar um ambiente propício à formação de novos talentos. Se não campeões olímpicos, pelo menos em medalhistas de cidadania. É hora de pensar no futuro. 

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