Dois anos depois, Friburgo voltou a criar empregos em 2017

Saldo positivo do ano foi puxado por indústria e comércio. Em 2015 e 2016, município fechou quase 3 mil postos formais de trabalho
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
por Alerrandre Barros
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Na contramão do estado e do país, Nova Friburgo encerrou 2017 com mais contratações do que demissões com carteira assinada. Foram criadas 360 vagas no ano passado, mostra os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na última sexta-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho.

Apesar de pequeno, o saldo positivo de empregos formais veio depois de dois anos consecutivos de fechamento de vagas: em 2015, foram menos 1.643 postos e, em 2016, encerrados de 1.267 empregos. No ano de 2014, o município criou só 84 vagas e já dava sinais do que a crise no país causaria no mercado de trabalho.

Em Nova Friburgo, os setores que mais contrataram do que demitiram, no ano passado, foram a indústria (593) e o comércio (194). O pior desempenho foi da construção civil, com fechamento de 167 postos de trabalho. Esse resultado foi seguido pelo saldo negativo na administração pública (-157), serviços (-114) e agropecuária (-26).

Em 2017, houve aumento na produção das indústrias da cidade, de acordo com o as pesquisas realizadas pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o que repercutiu no contratações de mão de obra. “As exportações impulsionaram os negócios. Só o setor da moda íntima fechou o ano passado com alta de até 15%nas vendas”, declarou o presidente da Firjan no Centro-Norte fluminense, Carlos Eduardo de Lima.

O comércio, outro setor forte da economia friburguense, também começou a dar sinais de recuperação no ano passado. Com a melhora na expectativa dos comerciantes, houve aumento no número de contratações e, de fato, as vendas de Natal cresceram 4,5%, em comparação com 2016, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Nova Friburgo.

Por outro lado, o Estado do Rio de Janeiro continuou com saldo negativo pelo terceiro ano seguido. Fechou 92.192 vagas com carteira assinada em 2017, no pior resultado entre os estados brasileiros. Apesar disso, foi melhor que 2015 (-183,1 mil vagas) e em 2016 (-238,5 mil), totalizando menos 513,7 mil postos de empregos em três anos no estado.

O Brasil também apresentou melhora na geração de empregos em 2017, mas continuou com saldo negativo assim como o Rio. No todo, o país fechou 20.832 vagas de trabalho formal no ano passado, de acordo com a Caged. Em 2016, muito pior, foram fechadas 1.326.558 vagas. Em 2015, houve queda de 1.534.989 vagas.

"É um resultado que veio dentro das expectativas. Todas as estimativas de mercado apontavam para algo próximo da estabilidade no emprego", avaliou o coordenador-geral de Estatística do ministério, Mário Magalhães. O posto de ministro ainda está desocupado. O governo tenta emplacar o nome da deputada federal Cristiane Brasil (PDT), impedida pela Justiça de assumir o cargo.

Os números do Caged 2017 já incluem contratos firmados sob novas modalidades previstas na reforma trabalhista, como a jornada parcial e a jornada intermitente. Foram, ao todo, 2.851 admissões para trabalho intermitente no mês de dezembro e 227 desligamentos. Em relação ao trabalho parcial, foram 2.328 admissões e 3.332 desligamentos, no mesmo período. O saldo foi de queda de 1.004 empregos.

 

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