Dia do Músico: Nova Friburgo tem muito o que comemorar

Para celebrar a data, A VOZ DA SERRA homenageia as duas bandas mais tradicionais da cidade
terça-feira, 22 de novembro de 2016
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Euterpe Friburguense na Prefeitura, recepcionando o presidente da Hungria (Foto: Henrique Pinheiro)

Como disse o grande filósofo, sem a música, a vida seria um erro. Responsável por marcar os mais variados momentos da vida, identificar gerações e até mesmo auxiliar no tratamento de doenças, a música é parte constituinte da nossa sociedade. E, afinal, para ter música, é preciso que tenha alguém que se dedique a ela — por isso, nesta terça-feira, 22, é celebrado o Dia do Músico.

Nova Friburgo é uma cidade rica no que diz respeito a essa arte; são várias as pessoas que trabalham com música no município, em seus mais variados estilos, do clássico ao rock’ n roll. Para marcar a data, A VOZ DA SERRA homenageia as duas bandas mais tradicionais da cidade: Campesina e Euterpe Friburguense.

Confira abaixo um pouco da história desses dois grupos centenários:

Campesina Friburguense

A banda Campesina Friburguense é reconhecida como a primeira banda republicana do Brasil. Foi fundada em 1870 por um grupo de abolicionistas e republicanos liderados pelo major Augusto Marques Braga. Ganhou em 27 de março de 1957 a condição de sociedade de utilidade pública a nível municipal e, em 31 de agosto de 2005, a nível estadual, e finalmente, em 2015, federal. Em 1989, a Campesina foi agraciada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro com a Medalha Tiradentes, a maior honraria fluminense. Dois anos depois, também com o aval da Alerj passou a ser considerada instituição integrante do Patrimônio Histórico Cultural do Estado do Rio de Janeiro.

Com 70 músicos em sua banda sinfônica, a Campesina Friburguense conta com a parceria da concessionária Energisa, com quem estabeleceu uma escola de música, onde se lecionam teclado, piano clássico e popular, guitarra, harmonia funcional, percussão completa, violão clássico e popular, prática de sopro (metal e palheta), teoria musical e arcos (violino e viola).

Banda Euterpe

A fundação da Real Banda Euterpe Friburguense aconteceu em 26 de fevereiro de 1863. A também centenária banda friburguense surgiu a partir de uma promessa. O maestro e oficial da Marinha portuguesa, Samuel Antônio dos Santos, enfrentou uma grande tempestade em alto-mar, na costa brasileira, durante a travessia Lisboa-Buenos Aires, em 1858. Devoto do santo, Samuel prometeu que, a salvo da tormenta, assim que se fixasse numa cidade criaria uma escola de música e uma banda, além de erguer um templo em louvor ao seu padroeiro. Foi assim que surgiu a banda Euterpe.

Samuel acabou vindo para Nova Friburgo e com ajuda de várias personalidades da época, inclusive o Barão de Nova Friburgo, fundou a SMBEF. Vinte e um anos depois, inclusive com ajuda da própria banda, com a qual realizava festas para arrecadar recursos, o maestro e um grupo de abnegados friburguenses inauguraram, em 13 de junho de 1884, a capela de Santo Antônio, que até os dias de hoje domina a paisagem na Praça do Suspiro é um dos principais pontos turísticos de Nova Friburgo.

Sob regência do maestro Nelson José da Silva Neto, a banda, inclusive, é um destacado patrimônio cultural do estado do Rio com mais de 150 anos de atividade ininterrupta.

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  • Euterpe no Banda na Praça (Foto: Divulgação)

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  • Concerto da Independência, da Campesina (Foto: Glaiso Pereira)

    Concerto da Independência, da Campesina (Foto: Glaiso Pereira)

  • Escola de música da Campesina (Foto: Glaiso Pereira)

    Escola de música da Campesina (Foto: Glaiso Pereira)

  • Campesina, assim como a Euterpe: um celeiro de talentos (Foto: Glaiso Pereira)

    Campesina, assim como a Euterpe: um celeiro de talentos (Foto: Glaiso Pereira)

  • Banda Euterpe, em mais uma edição do Banda na Praça (Foto: Divulgação)

    Banda Euterpe, em mais uma edição do Banda na Praça (Foto: Divulgação)

  • Banda Euterpe, fim do século XIX (Foto: Arquivo A VOZ DA SERRA)

    Banda Euterpe, fim do século XIX (Foto: Arquivo A VOZ DA SERRA)

  • Campesina, em 1915 (Foto: Arquivo A VOZ DA SERRA)

    Campesina, em 1915 (Foto: Arquivo A VOZ DA SERRA)

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