Dia de Finados leva milhares de friburguenses aos cemitérios

Desde missas, rodas de orações até apresentações de violino e saxofone, o 2 de novembro provocou intensa movimentação na cidade em pleno feriado
quinta-feira, 02 de novembro de 2017
por Guilherme Alt
Durante toda este feriado de quinta-feira, 2, os 21 cemitérios da cidade receberam centenas de visitantes para as homenagens ao Dia de Finados. Desde missas, rodas de orações até apresentações de violino e saxofone, o 2 de novembro, que amanheceu nublado, desde cedo já tinha uma intensa movimentação nos locais de repouso daqueles que já partiram deste mundo.

"Este é um dia para se pensar sobre o valor da vida"

Pastor Gerson Acker

Um misto de reflexão, saudade e esperança. Imbuídos desses sentimentos, familiares e amigos se detiveram diante dos túmulos de seus entes queridos. Nas velas acesas, nas orações, estavam presentes os mais profundos sentimentos que tocam corações e mantêm em suas memórias as melhores lembranças vividas juntos.

 “Este é um dia para se pensar sobre o valor da vida. Muitas pessoas confundem e acham que o dia de hoje é uma celebração aos mortos, mas é o contrário, é uma afirmação à vida. A missa realizada aqui no cemitério (dos Alemães) é justamente para estabelecer essa conexão de que a vida é efêmera, mas que nós cremos na ressurreição e na promessa da vida eterna”, explicou o pastor da Igreja Luterana, Gerson Acker, colunista de A VOZ DA SERRA, que ministrou uma missa no cemitério luterano Jardim da Paz, no Paissandu.

Hilda Hartman, desde 1965, tradicionalmente visita o túmulo de parentes que já partiram e toda vez ela busca e leva tranquilidade. “Aqui é paz, é isso que eu trago. Hoje em dia as pessoas brigam por qualquer coisa, o mundo está muito confuso, violento e nervoso. A mensagem que eu trago aqui é de calma e de tranquilidade”, ressaltou.

As aposentadas Neiva, Tereza e Eunice da família Emerick, junto com suas filhas e netas, cultivam a tradição de visitar o jazigo da família, nesta data. “O culto aqui no cemitério luterano é para que nós possamos ter uma lembrança ainda mais forte, gravar no coração os bons momentos vividos e ter o conforto de Deus”, disseram.

E, reiterando a celebração da vida, o pastor Acker faz questão de passar uma mensagem positiva: “Hoje não estou aqui para visitar quem já partiu, mas para levar uma palavra para quem está aqui. Queremos falar de Jesus e da ressureição. Nós entregamos folhetos sobre o assunto para a pessoa ler em casa algumas passagens da bíblia que estão nesses encartes e buscar conforto. Eu acredito que Jesus não fez esse mundo de guerras e de problemas para vivermos nele, existe um plano maior, existe um lugar melhor para onde todos nós iremos. Um lugar de muito amor e que só nos trará alegria, sem choro, tristeza, morte, cemitério...”, enfatizou.

Oração pelo sentido da vida

Perto dali, no Viaduto Geremias de Mattos Fontes, seguindo a programação da Diocese de Nova Friburgo, foi realizada a oração do Segundo Terço. De acordo com os organizadores, o objetivo do evento foi rezar pelas almas de todos os fiéis falecidos e interceder por aqueles que estejam passando pela perda do sentido da vida. Ainda segundo eles, apesar de não guardar relação única com o fato, o viaduto foi o escolhido para a ação por ser um local em que é grande o número de tentativas de suicídio.

 

  • Homenagem no São João Batista (Foto: Henrique Pinheiro)

    Homenagem no São João Batista (Foto: Henrique Pinheiro)

  • Saudade no Parque das Montanhas (Foto: Henrique Pinheiro)

    Saudade no Parque das Montanhas (Foto: Henrique Pinheiro)

  • Tributo no São João Batista (Foto: Henrique Pinheiro)

    Tributo no São João Batista (Foto: Henrique Pinheiro)

  • Música no São João Batista (Foto: Henrique Pinheiro)

    Música no São João Batista (Foto: Henrique Pinheiro)

  • Homenagem no Luterano (Foto: Henrique Pinheiro)

    Homenagem no Luterano (Foto: Henrique Pinheiro)

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