Demanda reprimida

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
por Jornal A Voz da Serra

O DESEMPREGO alto no país também exerce pressão sobre uma respeitável parcela da população brasileira. Jovens com idade entre 16 anos e 24 anos e escolaridade entre 8 e 10 anos de estudo também sentem na pele as dificuldades de obter o primeiro emprego indicando que o desemprego está afetando as famílias, atingindo todos os seus integrantes e não apenas os seus chefes.

NA EDIÇÃO de ontem de A VOZ DA SERRA noticiamos o trabalho da Polícia Militar friburguense, apreendendo drogas e realizando a prisão de jovens e adolescentes entre 16 e 24 anos que trabalhavam para o tráfico. Como se observa, os reflexos negativos com o desemprego, abrindo as portas para a ilegalidade, também fazem suas vítimas no município.

DEVDO À baixa escolaridade e à inexperiência e por mais que os governos se esforcem com políticas de primeiro emprego, as oportunidades são tímidas e não atendem a esse enorme contingente. Os jovens quase sempre são os primeiros a sentir os problemas sociais. São os preferidos pelo aliciamento do submundo do crime, são as maiores vítimas da violência, lideram estatísticas de mortes em acidentes do trânsito, são os menos assistidos pela educação e também pelo trabalho.

UMA TAREFA difícil para os governantes tem sido a questão da juventude e suas perspectivas de vida, principalmente com a crise econômica do país, fechando inúmeras oportunidades de empregos. Igualmente preocupa a formação educacional e o preparo adequado deste segmento da população para atender a demanda que se prevê com a retomada do crescimento.

AO LONGO dos anos, Nova Friburgo construiu uma área educacional de relevante importância para o interior do estado, com a vinda de universidades públicas e privadas para cá. A formação técnico-profissional também foi privilegiada com a instalação de um Centro Federal de Educação Tecnológica, abrindo para os jovens as portas para o primeiro emprego com perspectivas concretas de trabalho.

MAS A juventude precisa mais. O primeiro emprego é o sonho que evitará os passos perigosos e quase sempre fatais da marginalidade. Não podemos deixar que o futuro se perca por falta de oportunidades de emprego e renda. Não desejamos para os jovens o mercado informal nem a ilegalidade. Devemos, sim, dar-lhes condições de enfrentar os desafios de uma vida digna com educação e trabalho.

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