Defesa Civil mantém interditado segundo estágio do teleférico

Equipamento passou por vistoria nesta quinta. Segundo o órgão, novas exigências terão que ser executadas
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
por Dayane Emrich
Foto de capa
Sob neblina, os técnicos vistoriam o segundo estágio (Divulgação PMNF)

Em cumprimento a uma determinação judicial, a Defesa Civil realizou na última quinta-feira, 9, mais uma vistoria no segundo estágio do Teleférico de Nova Friburgo. A avaliação, coordenada pelo secretário do órgão, coronel João Paulo Mori, foi acompanhada pelo subsecretário Robson Teixeira, o engenheiro Natanael Fonseca e um representante da empresa proprietária do teleférico.

De acordo com Mori, ainda há algumas exigências que precisam ser cumpridas a fim de garantir a segurança do trecho. “Fizemos uma vistoria em julho de 2015 e, na época, constatamos 15 problemas. Desta vez, encontramos alguns detalhes que, embora não sejam graves, devem ser solucionados antes da liberação”, explicou ele acrescentando: “Foram identificadas a necessidade de poda de pequenos galhos de árvore que margeiam a linha aérea; o reparo no corrimão da escada construída para servir de evacuação em casos de acidente; o reparo nos para-raios (foto), para que se adequem às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); a limpeza da edícula do gerador e a troca dos extintores de incêndio”, disse.

Ainda segundo Mori, em relação a parte estrutural do equipamento, não há nada que impeça o seu funcionamento. “Está tudo certo com o segundo estágio do teleférico. São só alguns detalhes que ainda impedem o funcionamento. Se o empresário realizar as pequenas exigências, em breve ele estará aberto ao público”, pontuou.

Em nota, a prefeitura informou ainda que foram exigidos o reparo na cerca que envolve o espaço da crista do Morro da Cruz; e o teste com peso máximo nas cadeiras. “Tão logo sejam cumpridas as exigências, a Defesa Civil retornará ao local para conferência e liberação do uso do teleférico”, diz o texto.  

Para o proprietário do equipamento, Rodolfo Acri, a expectativa é de que o trecho seja inaugurado ainda este mês: “Estou fazendo a compra de todo o material necessário e nesta segunda-feira, 13, já iniciaremos as obras. Acredito que até a próxima sexta-feira, 17, estará tudo pronto conforme o solicitado pela Defesa Civil. Estamos cumprindo estas exigências com o maior prazer, afinal, queremos que o equipamento ofereça total segurança aos friburguenses e turistas”, afirmou.

De acordo com Rodolfo Acri, os novos reparos custaram em torno de R$ 3 mil. Conforme A VOZ DA SERRA divulgou em outubro de 2015, o empresário já desembolsou cerca de R$ 100 mil para repor cabeamentos, motores e outros equipamentos que foram roubados e danificados na época da catástrofe e já havia injetado cerca de R$ 10 mil para cumprir exigências da Defesa Civil.  

Entenda o caso

Interditado depois da tragédia climática em janeiro de 2011, o primeiro estágio do teleférico e o mirante com complexo de lazer voltaram a funcionar em 2014, após passar por uma série de testes para comprovar sua segurança. Na época, o segundo estágio do equipamento, entretanto, continuou interditado, devido a necessidade de obras e melhorias no local.

Em outubro de 2015, o segundo estágio do teleférico chegou a ser liberado pela Defesa Civil, mas a decisão não foi aprovada judicialmente. Um ano depois, a própria justiça decidiu paralisar as atividades de todo o complexo, alegando que intervenções no local e o funcionamento do equipamento causaram danos ao meio ambiente. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), entretanto, revogou a decisão e autorizou a reabertura do primeiro estágio do teleférico.

O local passou por uma série de testes para comprovar sua segurança, assim como todo o complexo (restaurante e boliche) e, atualmente, recebe dezenas de visitantes, em especial aos fins de semana.  Além de ser considerado um dos mais importantes pontos turísticos de Nova Friburgo, o teleférico -- inaugurado em meados da década de 1970 -- é também um dos principais símbolos de reconstrução da cidade. O equipamento possui um trajeto que totaliza quase 1.500 metros de extensão e chega a 1.320 metros de altitude no ponto final, situado no Morro da Cruz.

 

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TAGS: Turismo | 200 anos