Década de 70 - Crescimento e prosperidade

Naquela atmosfera de desenvolvimento que o Brasil se encontrava, com grandes obras sendo construídas, surgiu a ideia da edificação do Palácio das Classes Unidas
sábado, 26 de agosto de 2017
por Jornal A Voz da Serra
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O ano de 1970 inicia-se com a perspectiva de que seria esta a década da redenção econômica do Brasil e, na Associação Comercial, com o desejo de reeleição do Sr. José Vieira para mais um biênio de grandes realizações, conforme consta no Boletim Informativo Acianf, 31 de janeiro de 1970: “Ao iniciarmos os nossos trabalhos para o exercício de 1970, temos diante de nós um vasto programa de realizações, que tudo faremos para concretizar a fim de melhor servir aos nossos prezados consórcios e às classes empresariais do município.”

Naquela atmosfera de desenvolvimento que o Brasil se encontrava, com grandes obras sendo construídas, surgiu a ideia da edificação do Palácio das Classes Unidas. Projeto idealizado para o congraçamento de todas as categorias empresariais no município, no qual se desejava instalar as sedes das entidades representativas da indústria, do comércio, das classes liberais e profissionais em geral, a fim de que, irmanadas, conseguissem o entrosamento completo das forças que trabalhavam para o engrandecimento de Nova Friburgo: “Mais uma vez, conclamamos todos à união e a trazerem sua valiosa colaboração intelectual, moral, financeira e pessoal, enfim, tudo que possa contribuir para concretizarmos esse plano de trabalho, cujos maiores beneficiários serão as próprias classes empresariais. Temos certeza de que não nos faltará o indispensável apoio de que necessitamos pelas inúmeras realizações que a nossa entidade tem proporcionado àqueles que temos a honra de representar.” (Boletim Informativo Acianf, 31 de janeiro de 1970)

O Projeto chegou a ser elaborado, mas nunca foi concretizado.

Ainda na década de 70, aconteceria outro feito importante “para o desenvolvimento e embelezamento” da cidade de Nova Friburgo: a construção do Viaduto e do Eixo Rodoviário, cujo projeto, vale lembrar, foi assinado pelo Engenheiro Civil Antonio Portella da Cunha. Assim a presidência da Associação Comercial referiu-se a este grande empreendimento, o qual chamou de “obra memorável”: “As entradas de nossa cidade eram, sem dúvida, de uma aparência grosseira e nunca houve quem se movimentasse para modificar esse aspecto negativo a empanar o surto desenvolvimentista que se operava nos mais diversos setores de nosso município, até que, finalmente, surgiu alguém que veio proporcionar aquilo que os friburguenses tanto almejavam: o ilustre Governador Geremias de Mattos Fintes, seus secretários de Comunicações e Transportes e o Diretor do DER-RJ, esse dinâmico friburguense que é Heródoto de Bento Mello, cuja atuação à frente desse importantíssimo órgão do Governo vem revolucionando o Estado.” (Boletim Informativo Acianf).

Se, por um lado, Nova Friburgo lograva êxito na política desenvolvimentista da Era Médici, por outro, a repressão aos opositores e aos órgãos de imprensa tornou-se cada vez mais intensa no Brasil, impossibilitando a denúncia das arbitrariedades que se espalhavam pelo país, ao mesmo tempo em que o governo fazia uso massivo dos meios de comunicação para instituir uma visão positiva do governo militar. Palavras de ordem e cooperação como “Brasil, ame ou deixe-o” integravam o discurso político da década de 70.

 

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