Da plateia ao palco: o holofote está em Jhéssica Barrozo

Com um ano de carreira, cantora é presença certa na balada friburguense
quarta-feira, 11 de abril de 2018
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)

A cantora Jhéssica Barrozo, de apenas 19 anos, é uma carinha conhecida das noitadas friburguense. Com apenas um ano de carreira, ela é presença garantida em diversas casas noturnas e bares da cidade. A cantora afirma que “tudo começou com uma brincadeira de amigos” que ganhou forma e agora tem ares profissionais. Jhéssica foi a convidada da última edição da Agenda Cultural nas redes sociais de A VOZ DA SERRA.

Confira a entrevista na íntegra.

 

AVS: Apesar de estar há apenas um ano cantando profissionalmente, você já é conhecida nas noitadas friburguenses. Como reage a isso?  

Jhéssica Barrozo: Assim que eu fiz 18 anos comecei a cantar de forma mais profissional. Foi até por brincadeira e está dando certo. Embarquei nessa onda e aos poucos vou colhendo os frutos.

 

Você tem incluído muito sertanejo universitário no repertório, é o que o público tem pedido?

É legal porque o foco do sertanejo é na mulherada. Os principais pedidos são de sucessos de Marília Mendonça, Maiara & Maraísa, Simone & Simaria. E pedem sempre para repetir as músicas.

 

Os seus shows tem quanto tempo de duração?

Geralmente entre uma hora e uma hora e meia, mas tem shows que duram três horas e meia, quatro horas. Esses mais longos têm intervalo. Em muitos desses shows, o público foi gostando da apresentação e pediu para continuar, para dar o famoso bis. E quando o show está gostoso a gente não para.

 

E tem voz para isso?

Tem que ter. Eu fico bem cansada, mas consigo levar numa boa. Quando o show é em boate, a duração é menor, porque, por conta do barulho, eu forço muito a voz.

 

Mas, como são esses shows que duram mais de três horas. É muito tempo cantando...

No início eu fiquei assustada, achei que não iria ter voz e que não iria conseguir chegar até o final da apresentação. Na primeira vez que fiz um show desses cheguei ao final sem voz. Foi aí que eu comecei a buscar os cuidados e o acompanhamento médico. Hoje já estou mais tranquila e com mais segurança para fazer uma apresentação dessas.

 

A sua preparação para um show muda conforme o ambiente?

Não muda muito, mas para determinadas apresentações a preparação é um pouco mais intensa. Eu faço um acompanhamento com um fonoaudiólogo e também com um otorrinolaringologista em que faço exames periódicos das cordas vocais, além das aulas de canto. Antes dos shows eu faço nebulização e exercícios de aquecimento de voz.

 

Quais são as músicas mais pedidas do público, aquelas que você não pode deixar de cantar?

O público pede muito “Evidências”, do Chitãozinho e Xororó, mas sempre tem que ter um  “modão”. Recebo muitos pedidos para cantar “Boate Azul” (de Joaquim e Manoel) e “Rumo a Goiânia” (Leandro e Leonardo). Ultimamente o público quer músicas de Simone & Simaria, Maiara & Maraísa e Marília Mendonça. Em março teve o show do Wesley Safadão em Friburgo e como as músicas dele ainda estavam na cabeça de muita gente, recebi muitos pedidos de sucessos do Safadão.

 

Onde você costuma se apresentar?

Vou muito à Choupana, em Conselheiro Paulino, foi onde eu comecei. Também no Buteco VIP e tenho recebido muitos convites para cantar na boate Girassol.

 

Como é sua interatividade com o público?

As coisas aconteceram de uma forma bem rápida. Eu costumava ir ao Choupana e lá tem sempre música ao vivo. Meus amigos botaram pilha para que eu cantasse e aceitei o desafio. Sempre que nós íamos ao bar eles me pediam para cantar, até que um dia o dono do estabelecimento me perguntou se eu gostaria de me apresentar lá. Embora nunca tenha pensado em fazer dinheiro com a música e cantar de forma profissional, eu topei. Depois disso a coisa foi pegando forma, o público pegou gosto e hoje eu tenho recebido muitos convites para cantar. Andando na rua algumas pessoas já me reconhecem, falam que me viram cantar em tal lugar, dizem que a apresentação foi muito boa. Fico feliz de ser reconhecida.

 

A balada sertaneja é uma tendência em Friburgo ou se onda não pega por aqui?

É uma tendência muito grande. As festas que acontecem na cidade estão muito voltadas para esse setor. Pode reparar, em qualquer evento você tem no mínimo um DJ para tocar outros estilos e um cantor para cantar sertanejo.

 

Você costuma se arriscar em outros estilos?

Sim, principalmente quando são aqueles shows de grande duração. Durante as apresentações incluo sucessos de Nando Reis, Cássia Eller e outros nomes da MPB porque as pessoas gostam muito de ouvir esses artistas. É bom dar uma variada no estilo.

 

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