Conta que não fecha

terça-feira, 23 de janeiro de 2018
por Jornal A Voz da Serra

SEGUNDO diagnósticos já bastante conhecidos dos friburguenses, os problemas com a saúde pública são muitos, desde a infraestrutura das unidades ao número de médicos disponíveis. Aliado a isto há o fato de Nova Friburgo ser polo regional e de referência para muitos municípios do interior, recebendo grande número de pacientes de outras cidades.

O RESULTADO da soma desses fatores pode ser percebido no Hospital Raul Sertã e nos postos de saúde, com demora no atendimento, número insuficiente de profissionais e uma longa espera por vagas nas cirurgias, tempo precioso que pode significar a diferença entre a vida e a morte.

AS DIFICULDADES enfrentadas pelos friburguenses, contudo, não se restringem ao nosso município. O sistema público de saúde no Brasil, há anos, trabalha no limite do suportável. São recorrentes os relatos de pacientes que aguardam horas por atendimento ou que são obrigados a entrar na Justiça para conseguir acesso a cirurgias. As imagens de corredores lotados com macas é o reflexo direto dos problemas enfrentados no setor.

PARA QUE tenhamos um sistema público de saúde não bastam promessas eleitorais. É preciso, além da vontade política, um forte investimento que depende da arrecadação municipal, de aportes do governo estadual e federal na consecução desses objetivos. Uma tarefa nada fácil considerando a crise econômica que o país atravessa.

A SAÚDE É um direito de todos, como determina a Constituição. E sobre este imprescindível direito, os gestores não podem ficar indiferentes. Sabemos todos – e isto é indiscutível – das necessidades de um sistema de saúde efetivo e eficiente em nosso município. As soluções deverão ser apresentadas à luz da razão e da praticidade das medidas. Não se pode prometer o que não vai ser cumprido. Os políticos, portanto, devem trabalhar com possibilidades concretas, sem ilusionismo. Os eleitores estão de olho. 

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