Bigode Serrano: dos recreios do Anchieta a canja com o Raça Negra

Vocalista do grupo de pagode retrô, Heitor Mora revela surpresa em entrevista exclusiva ao AVS
segunda-feira, 14 de maio de 2018
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)

São cerca de sete anos na estrada, mas tudo começou nos recreios do Colégio Anchieta, no início dos anos 2000. O Bigode Serrano não é somente um grupo de pagode retrô, mas uma marca que tem rodado o mundo. Em meio a uma volta no tempo, Heitor Mora revela que vem coisa boa por aí envolvendo o Bigode Serrano e o Raça Negra.

AVS: A agenda do Bigode Serrano anda lotada. Resultado do sucesso do grupo...

Heitor Mora: A agenda está muito boa, não temos do que reclamar. Tocamos praticamente durante os sete dias da semana. Fazemos muitos eventos particulares, mas sempre tocamos em bares e abrimos shows. Tocamos pela região também, em Macuco, Cantagalo, Cordeiro, Bom Jardim etc.

O Bigode Serrano existe há cerca de sete anos, mas a ideia de criar o grupo nasceu quando você ainda estudava?

Isso, mesmo. Tudo começou nos tempos de Anchieta, quando pegava os instrumentos na sala da pastoral, durante o recreio, para fazer um som e nos churrascos. Junto comigo estavam Marcelo Daflon, Guilherme Eller, Matheus Chermauth, Valtinho e Feijão. Eu gosto de tocar o que sempre gostei de ouvir e e por isso tem dado certo. Hoje a formação do grupo tem sete pessoas: Eu, Rodrigo Costa, Caio, Filipinho, Valtinho, Leadrinho e Diguinho.

Em 2004 e 2005 o repertório era um pagode retrô porque muitas músicas de vocês eram atuais...

Verdade. Mas também já tinha um pouco de música retrô, do final dos anos 90. Muito Raça Negra, Só Pra Contrariar, Os Travessos, Kiloucura, Molejo, Katinguelê... E a galera canta junto. Nós somos um grupo completo, porque tocamos de tudo. MPB, samba e pagode retrô, axé dos anos 90, pop... A galera “se amarra”.

Como foi a montagem que resultou no Bigode Serrano de hoje, já que depois do colégio os integrantes foram cada um para um lado. Foi precisou uma remontagem?

Depois do Anchieta muita gente saiu de Friburgo. Fui jogar futebol em outros lugares, alguns foram morar em outros estados, ficou bem complicado. Decidimos então nos organizar e em uma mesa de bar, em Copacabana, combinamos de tocar sempre nos fins de semana antes do carnaval, porque durante a folia, cada um ia sempre para um canto. Criamos um bloco e combinamos que todos deveriam ir de bigode. Naquela época todo mundo cultivava uma barba grande. Ficou legal. Buscávamos uma identificação de Friburgo e daí surgiu o Bigode Serrano. O bloco saiu em Copacabana, Leblon, Gávea, Botafogo… Foi aí que o grupo caiu nas graças da galera, fizemos eventos em Búzios e vários lugares do Rio.

Além dos shows, aniversários do grupo, vocês tem camisas, bonés... O Bigode hoje é uma marca?

De certa forma, sim. Temos toalhas, peças de roupa. Nas redes sociais, temos uma hashtag que é a #bigodepelomundo e ela já alcançou mais de 90 países. Estivemos em todos os continentes, em várias cidades.

Esse sucesso todo, culmina com o que está para acontecer, no dia 24 de agosto com o Raça Negra em Friburgo. Qual vai ser a participação do Bigode nesse evento?

Estamos na parceria do evento. O Bigode e o Rafael Lack uniram forças para trazer o Raça Negra. O Bigode tem possibilidades de participar desse momento. Ou fazemos o show de abertura ou cantaremos uma música com eles, podendo, quem sabe, fazer as duas coisas.

Onde o Bigode Serrano vai estar neste fim de semana?

Neste sábado, 12, em Carmo, e no domingo,13, na Chopperia Show de Bola, em Olaria. Todas as quartas tocamos no Barbatana, no Centro. Estamos com uma banda afinada e muito experiente que toca de tudo. Quem quiser curtir uma roda de tudo (pagode, funk, rap, sertanejo, pop), é só chegar e curtir a galera do Bigode Serrano.

 

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