Auxílio que salva

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa

ESTUDO divulgado pelo Banco Mundial projetou que o Brasil terá entre 2,5 milhões e 3,6 milhões de novos pobres até o final deste ano. Esses brasileiros estavam acima da linha da pobreza em 2015, mas foram expulsos do mercado de trabalho pelo desemprego.

ESTE CONTINGENTE é composto por adultos jovens, moradores de áreas urbanas, com escolaridade média. Os últimos dois anos de recessão na economia fizeram com que o desemprego explodisse, levando esse contingente da população à pobreza e aumentasse a demanda pelo benefício do Bolsa Família.

NO ANO PASSADO, houve um crescimento de 33,4% nos cadastros do programa. Foi o primeiro aumento da pobreza após uma década de quedas sucessivas. Em janeiro último, a fila de espera do Bolsa Família chegou a 463,9 mil famílias, mas esse número foi praticamente zerado.

REDUÇÃO TÃO significativa só foi possível devido ao desligamento de milhares de famílias do programa. Não houve acréscimo expressivo de beneficiários. Hoje, são atendidos 13,5 milhões de famílias, que recebem um valor médio de R$ 182 por mês.

Para os beneficiários do Bolsa Família, aquele valor faz diferença. Mais alguns milhões de novos pobres são um problema extra. Para estancar a pobreza extrema, o orçamento teria de ser aumentado, de acordo com o Banco Mundial, para R$ 30,4 bilhões ou R$ 31 bilhões.

Segundo o estudo do Banco Mundial, o número de pobres deve chegar a 19,8 milhões de pessoas num cenário de crescimento em 2017, dos quais 8,5 milhões estarão em estado de miséria. Na previsão de mais recessão, serão 20,9 milhões de pobres, sendo 9,4 milhões em pobreza extrema. O governo tem diante de si um dilema, e a alternativa não é outra senão incluir mais beneficiários neste programa social.

Publicidade
Agora Faz
TAGS: