Ariosto estaria completando 90 anos neste sábado

Morto precocemente em 1980, aos 52 anos, engenheiro ajudou a construir Nova Friburgo
sábado, 21 de abril de 2018
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
A avenida que homenageia o engenheiro (Foto: Henrique Pinheiro)

Neste sábado, 21, o inesquecível engenheiro civil Ariosto Bento de Mello completaria 90 anos. Morto precocemente em 1980, aos 52 anos, Ariosto foi uma das figuras mais queridas e que mais contribuíram para o desenvolvimento e a modernização de Nova Friburgo. Passados 38 anos de seu falecimento, sua imagem e sua curta mas respeitável trajetória permanecem vivas na memória de várias gerações de friburguenses. Sua luta pelo progresso do município, aliada ao caráter íntegro e humilde, são sempre destacados em inúmeras declarações de pessoas que privaram de sua companhia, tanto no plano pessoal quanto profissional.

Empresário bem sucedido e com vários cursos de pós-graduação, junto com o irmão também engenheiro e ex-prefeito Heródoto Bento de Mello, foi fundador e diretor da extinta empresa Sotec, responsável pela construção de dezenas de modernas residências e edifícios por toda Nova Friburgo e em outros municípios. Juntos, também entraram para o ramo da metalurgia, criando a Frimeta e, mais tarde, a Cadima Materiais de Construção.

Excepcional figura humana, Ariosto era menos político que Heródoto. Dado o seu perfil empreendedor, ele acumulou o comando das três empresas enquanto o irmão assumiu a prefeitura e, mais tarde, o mandato de deputado. Ariosto sempre participou da vida comunitária de Nova Friburgo, incentivando todos os projetos que ofereciam algo ao povo, fosse nas artes, na cultura ou no esporte.

Sua imagem de homem simples era uma de suas principais características. Era amigo de todos e respeitado em qualquer ambiente, tendo sempre uma palavra de conforto e esperança. Trabalhou muito e progrediu, mas nunca mudou sua marcante personalidade. Após sua morte, uma importante via transversal do Centro recebeu seu nome: Avenida Ariosto Bento de Mello, onde se estabeleceram algumas das principais butiques e lojas de griffe da cidade. A seguir, dois importantes depoimentos sobre o nosso homenageado da semana.

“Ariosto foi uma figura especial, uma unanimidade em todos os segmentos. Era um homem que não tinha inimigos e se destacava pela simpatia, gentileza e carisma. Entre suas inúmeras qualidades, tinha o mérito de ser um grande incentivador das artes e da cultura. Prova disso é que foi o responsável pelo estreitamento de laços entre Nova Friburgo e Suíça, que também motivou as demais colônias do município a se reorganizarem. Um de seus filhos, o Carlinhos, foi meu aluno no Colégio Anchieta e pude ver a dedicação dele e de sua esposa Ada na educação de seus filhos. É uma figura que merece ser retratada em uma peça como essa que o Taca está preparando.”  (Dilva Maria de Moraes, professora e trovadora, referindo-se à homenagem que o teatro do Colégio Anchieta prestou a Ariosto Bento de Mello, por ocasião de seus 80 anos).

“O doutor Ariosto sempre esteve presente nos grandes momentos da Campesina Friburguense. Por isso, seu retrato consta da galeria de beneméritos da banda. Em 1977, após um concurso de bandas de música em Volta Redonda, ele financiou a compra dos primeiros novos instrumentos e liderou a campanha dos novos uniformes. Com isso, a Campesina se desenvolveu muito, se sagrando campeã estadual e brasileira dos concursos de bandas realizados em 1979.” (escreveu Mário José Bastos Jorge, também por ocasião das homenagens pelos 80 anos do engenheiro. É o atual secretário municipal de Cultura).

 

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