Aproximação de furacão apavora friburguenses que moram nos EUA

“A luz será cortada neste sábado e a recomendação do governo é ter comida estocada, água, fogão a gás, lanterna e tudo mais que for necessário”, relata Tete Balbi
sábado, 09 de setembro de 2017
por Dayane Emrich

Desde segunda-feira, 4, moradores de diversas cidades da Flórida, nos Estados Unidos, estão apreensivos com a chegada do furacão Irma. Isso porque, depois de passar pelo Caribe causando a morte de diversas pessoas, além de inundações e destruição de infraestruturas, o fenômeno está previsto para atingir o estado americano neste fim de semana.

Na última quinta-feira, 7, as autoridades de Miami ordenaram a evacuação obrigatória de milhares de moradores. Em coletiva de imprensa, o diretor da Agência de Gestão de Emergências, Brock Long, disse que parte do estado deve ficar sem eletricidade durante dias e mais de cem mil pessoas podem precisar de abrigo. "O furacão Irma continua a ser uma ameaça que devastará os Estados Unidos, seja na Flórida ou em alguns dos estados do sudeste", afirmou.

A VOZ DA SERRA conversou com duas friburguenses que moram na Flórida. Além da preparação para a chegada do furacão, elas falaram sobre as orientações passadas pelo governo e o sentimento de medo e apreensão com a aproximação do Irma.

“É assustador, com certeza. Agora estamos um pouco aliviados, porque recebemos a notícia de que o furacão está mais a oeste. A previsão é que ele chegue aqui no sábado à noite; achamos que depois da meia-noite, com ventos de 200 a 220km/h e muita água”, disse a jornalista Tetê Balbi Mossa, que mora há 25 anos com a família na cidade de Fort Lauderdale, localizada há 40 minutos de Miami.

Tetê (foto acima) contou ainda como vem se preparando e quais são as orientações passadas pelo governo. “A minha casa já possui vidros que suportam ventos de até 295 km/h. Todos os prédios novos estão sendo construídos com estes vidros. As pessoas que ainda não têm usam alumínios pesados, que são encaixados nas janelas e portas quando o furacão está se aproximando”, disse ela, acrescentando que “os bancos e as escolas estão fechados desde a última quinta-feira, 7, pela manhã e assim permanecerão até a segunda-feira, 11. A luz será cortada neste sábado,e a recomendação do governo é ter comida estocada, água, fogão a gás, lanterna e tudo mais que for necessário”, relatou.

Ela explicou ainda que reside a uma quadra da parte da cidade que demanda saída. “Ou seja, eu posso ficar aqui, pois nesta região o socorro consegue chegar se for preciso. O governo nos orienta e informa o tempo todo pelo Facebook, Twitter e por canais específicos. Há muitos abrigos, cedidos pelo governo e por igrejas. Infelizmente, para animais estes ainda estão em falta”, contou ela, revelando também que já enfrentou outros furações. “O primeiro deles foi o Andrew, que arrasou Miami e toda a região; depois veio o Katrina e muitos outros. Um furacão é algo realmente assustador e triste. Você vê árvores voando, carros… É como um monstro que já chega atacando”.

A friburguense Nadir Lamblet (foto acima) mora há dois anos e meio na cidade de Coconut Creek, na Flórida, e também vive o drama da espera pelo furacão. “Estou finalizando a preparação da casa, colocando madeiras nas janelas e portas. Moro em um condomínio de casas manufaturadas e ‘mobile homes’ e, por isso, tivemos ordem de evacuação. Eu e as três amigas que moram comigo estamos indo para a cidade de Deerfiel Beach, que é considerada mais segura. Mesmo assim, é uma sensação desoladora e de muito medo”, disse.

Mudança de rota

Até a tarde da última sexta-feira, 8, o Irma era considerado o mais forte da história do Atlântico. De acordo com informações do governo americano, a previsão, com margem de erro, era de 280 a 360 quilômetros, não sendo descartada a possibilidade de, em vez de ir em direção à Flórida, o Irma seguir em direção ao Golfo do México.

 

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