Água parada há dois meses em buraco no Parque São Clemente

Obra prejudica a passagem de pedestres e motoristas pela alameda
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
por Alerrandre Barros
Foto de capa
O buraco acumula água parada e dificulta a vida dos moradores (Foto: Michel Chicre)

Isolado por fita zebra, um buraco ocupa há quase dois meses metade de um trecho da Alameda Visconde de Inhaúma, no Parque São Clemente. Além de prejudicar pedestres e o tráfego de motoristas, o buraco acumula água parada e preocupa moradores, que temem que o local se torne um criadouro do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

“A manilha está aberta há quase dois meses em frente à entrada da casa do meu avô. Ele precisa se movimentar e pode cair dentro do buraco. Todos os dias é uma dificuldade imensa para retirar o carro da garagem. Ninguém toma uma posição sobre isso, um absurdo”, reclama o leitor Michel Chicre. Segundo moradores, há várias casas de veraneio com piscinas no Parque São Clemente que precisam ser vistoriadas por agentes de endemias.

Na última semana, a Secretaria Municipal de Saúde informou que pelo menos cinco gestantes podem ter contraído o zika vírus e dez pessoas teriam sido contaminadas com a dengue, no início deste ano, em Nova Friburgo. Neste fim de semana, a Defesa Civil coordenou um mutirão para vistoria e eliminação de focos do mosquito no Alto de Olaria, local onde foi registrado maior número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti na cidade.

Em nota, a subprefeitura de Olaria e Cônego informou que o reparo no trecho da Alameda Visconde Inhaúma está sendo providenciado desde a última sexta-feira pela prefeitura e a Águas de Nova Friburgo. A obra deve ser concluída em dois dias.

Por sua vez, a Águas de Nova Friburgo informou que os reparos na rua não são de responsabilidade da concessionária. “Com o objetivo de atender as demandas para melhoria do município, a Águas de Nova Friburgo cedeu equipamentos para realização das intervenções no local”, diz a nota.

Assim como o Michel, você também pode enviar flagrantes de água parada e possíveis criadouros do mosquito, além de outras reclamações e denúncias, para A VOZ DA SERRA, por meio do WhatsApp (22) 99274-8789 e da nossa página no Facebook (facebook.com/avozdaserra). Participe!

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