Adutora e Feiticeira, tesouros escondidos do Cascatinha

Cachoeiras mais centrais da cidade ajudam friburguenses a fugir do calor e pegar uma corzinha em dias de sol
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
por Guilherme Alt
Foto de capa
A Cachoeira da Feiticeira (Fotos de Henrique Pinheiro)

Friburgo é cercado por belezas naturais bem conhecidas, mas algumas escondidas, como é o caso de duas cachoeiras no Cascatinha: Feiticeira e Adutora. Dois locais que atraem aventureiros, fotógrafos e amantes da natureza.

São espaços com entrada livre, longe de qualquer ponto de ônibus. Para acessar os locais, se vai de carro, táxi, moto ou então, se tem muita disposição, pode ir andando. A distância, talvez, seja a grande amiga e inimiga desse pequenos paraísos.

Inimiga, porque os friburguenses e turistas preferem locais com acesso mais fácil ou com uma estrutura com bar, estacionamento e menos ladeira. Amiga, porque isso evita que os locais fiquem superlotados e evita-se a o acúmulo de lixo e a destruição da fauna e flora. Onde o Homem não vai, o Homem não destrói.

Localizada na Estrada Pico da Caledônia, na altura do Hotel Fazenda Caledônia Inn, uma trilha “ladeira abaixo” leva você a um dos mais belos pontos do Cascatinha: a Cacheoira da Feiticeira. Para chegar até o local de banho, primeiro é preciso ter cuidado, pois a descida, se feita de forma distraída, pode se tornar perigosa. Tem muitos tocos, valas e pedras escorregadias no caminho. A descida leva cerca de sete minutos e é íngreme em alguns pontos. O esforço é compensado com uma queda d’água, um visual e uma piscina de rio muito convidativa para o banho. O local é perfeito para quem quer relaxar, passar um tempo com a família e amigos.

“Moro no Cônego e venho aqui de vez em quando. Às vezes venho andando, mas tem que ter disposição. A paisagem e o lugar compensam. Sentar nessa pedra, tirar um foto, tomar um banho de rio renova as energias”, disse a estudante Stephanie de Keller.

Já a Cachoeira da Adutora, localizada na Estrada São Lourenço, tem dois pontos de acesso. Na parte de cima, diversas piscinas naturais se formam em meio às pedras e muitas pessoas costumam ficar na parte onde a mata é mais fechada para ter acesso às sombras das árvores. No outro ponto de acesso, onde se desce mais um pouco pela trilha formada mata adentro, uma caminhada de cerca de cinco minutos leva você a um espaço mais aberto, com mais áreas para se estabelecer e aproveitar a água de rio. Os frequentadores preferem esta segunda parte por conta da queda d’água que existe no local, onde se forma uma piscina natural.

“Na primeira vez que vim aqui a experiência foi ótima. Vim com minhas amigas, foram elas que me convidaram e ficamos algumas horas. É bom pra tomar um banho, pegar um sol, dar uma relaxada na rotina intensa de trabalho”, conta a enfermeira Fayanne Schaustz.

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