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Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Caderno Z é como a trova – não existe tema difícil. Degustar uma bebida, sem que seja a do meu uso, não há de ser impossível.  Eu vou beber literariamente. Foi isso que respondi ao Oliveira, amigo de velhos carnavais, quando ele me disse – “Quero ver como você vai se sair nessa viagem!”. Tenho certeza de que sairei mais sóbria de conhecimentos. Não sabia, por exemplo, que 13 de setembro é o Dia Nacional da Cachaça. Muito menos, sabia que essa cultura começou há mais de 400 anos, quando os escravos usavam o líquido extraído do açúcar “para ganhar energia no decorrer do dia”.

Como bebida “tipicamente brasileira” parece ser a nossa representante mais quente para esfriar a cabeça. “Ah, os destilados!” – O clima “friozinho da cidade” sugere a preferência pelos drinques que “esquentam, até com gelo no fundo do copo”. Entretanto, sempre é bom lembrar que “cachaça não é água não”, pois, a vida, a todo instante, nos cobra sobriedade. Nada melhor do que estar sóbrio para beber os textos de Ricardo Lengruber. Mas, atenção ao entrar em “Sobre rodas” e compartilhar o uso de um automóvel, pois se “beber não dirija”. Leo Arturius fez uma investigação minuciosa do filme “Polícia Federal: A lei é para todos”. Numa espécie de lava jato, o texto de Leo é incrivelmente precioso e se o “roteiro fica em cima do muro no quesito político”, então, “parece que assistimos uma colagem das reportagens jornalísticas e não um filme”. Valeu, Leo, parabéns! Saindo do “Z”, já vou providenciar uma calça Aladim, porque essa moda vai pegar. Quem sabe, posso atrair uma lâmpada mágica.

Mas que beleza esse troféu Tesoura de Ouro que a cabeleireira friburguense Joseane Gonçalves conquistou em um concurso na cidade de Campinas, em São Paulo. Parabéns a ela, não só pelo prêmio, mas por reconhecer que há muitos “profissionais maravilhosos” nessa área em nossa cidade. O Rock In Rio deixou muita gente “gaga”, sem voz, com o cancelamento da apresentação de Lady Gaga. Contudo, seus fãs mais fervorosos não perderam o entusiasmo. Só daqui da cidade seguirão 16 ônibus para o evento. Sem contar os outros tipos de locomoção. O rock é mesmo apaixonante.

O dia da árvore está chegando! É bom saber que há muitos movimentos ambientais acontecendo na região. Os Rotarys friburguenses vão plantar 200 mudas de ipês e quaresmeiras. O presente foi ofertado pelo Rotary Club de Teresópolis em homenagem aos nossos 200 anos. Opostamente, as queimadas estão de volta. Passa o tempo e a cultura da queima de estoques da vida não passa. Francamente, é de cortar o coração saber que “setembro já contabiliza 56 queimadas em Nova Friburgo”. Que triste!

Em “Massimo” uma excelente observação quando se trata de terceirizar um serviço, pois a terceirização se resume em “abrir mão de um bom negócio...”. É interessante pensar nisso, pois, continua o colunista – “se o negócio não fosse bom, nenhuma empresa privada teria interesse em explorá-lo”.  Muito de acordo!

Em “Há 50 anos”, Nelson Kemp assinava “Facetas de Nilo Peçanha”, destacando que o político, na “presidência do Estado”, chegava “de surpresa” em visita aos municípios, indo direto à “coletoria”, buscar “dados exatos da situação financeira”. E mais – “o imprevisto da visita não perturbava o funcionalismo que prestava ao chefe do Executivo fluminense todas as informações solicitadas”. Como as coisas mudaram, não é? Isso seria possível hoje? Receber, de supetão, um governador, sem pompa e circunstância? – Não mesmo. Perder-se-ia o melhor da festa – os preparativos!

O “editorial”, com o tema “Luta pela vida” nos traz um tema delicado sobre  crescente número de suicídios no mundo. Com muita propriedade, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, pelas redes sociais, lançam campanha chamando a atenção para “o compromisso com a vida”, dando ênfase à cor amarela, símbolo de “vida, luz e alegria”. Assim, invocamos Wanderson Nogueira, nosso filósofo contemporâneo – “Só há um jeito de se perder a vida – vivendo!”.  

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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