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Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Festejar o Dia Mundial do Gato – último dia 17 - no Caderno Z, é sinal de que não poderíamos estar em melhor embarcação. Acredito que os leitores também estejam assim, como eu, fascinados com o maravilhoso perfil desses bichanos peludos. Se alguém ainda tiver a crendice de que encontrar com gato preto dá azar, pode se livrar desse peso do senso comum, porque esses queridos nos dão é muita sorte. Alguém, por exemplo, sabia que os gatos são super sensíveis às vibrações e que eles são capazes de detectar um tremor de terra cerca de dez a 15 minutos antes de um ser humano?

Outra curiosidade, que pode até virar uma bela metáfora para nós, é o “reflexo de endireitamento”, ou seja, a capacidade que o gato possuiu de sobreviver a uma grande queda pelo simples fato de se orientar no espaço para cair de pé. Serve para o ser humano: – na queda, não esmoreça; caia de pé e siga avante! Filosofias à parte, a jornalista Rosa Martire disse bem: “Digo, como a maioria dos gateiros, que só não gosta de gatos quem nunca conviveu com um”. Isso é verdade mesmo. Aliás, adotar um bichinho de estimação torna a pessoa mais humana e, certamente, feliz!

O professor Ricardo Lengruber disserta sobre “religião e espiritualidade”, na reflexão de que “o que torna o ser humano sedento por infinito é sua mais absurda finitude”. O “Z” traz tanto conteúdo interessante que se torna um grande desafio relatar a viagem, tendo ainda outras matérias, imprescindíveis, que nos aguardam adiante. Mas, como saímos sempre em “Sobre Rodas”, o “equilíbrio dinâmico” nos garante a segurança nas “eventuais manobras” e como sabemos “segurança nunca é demais”.

“Indicador de Confiança do Consumidor abre 2018 com crescimento” – sou péssima financista, mas tenho observado, ao redor, que a confiança do consumidor parece estar mais no uso do cartão de crédito. (Deixa isso pra lá, Elisabeth!). Vamos ao passeio pela Praça Marcílio Dias, um cartão de visita da cidade. Seus belos jardins são a prova de que é possível manter um espaço público impecável. Sua história é antiga e o local já foi chamado até de “Largo do Pelourinho”. Embora o nome atual seja uma merecida homenagem ao brasileiro, herói na Guerra do Paraguai, até as novas gerações costumam chamá-la de Paissandu, nome que perdurou até a década de 1930.

Falando em passado, em “Há 50 anos”, a manchete – “Nova Friburgo possui condições para ser a capital – Campanhas em contrário é caso para psiquiatria”. Se tinha ou não “gente tantan”, o fato é que o episódio não foi avante e perdemos esse trem da história. Mas, águas passadas não movem moinho. Bom mesmo é contar o tempo da forma que os queridos Gildásio e Layse estão contando, nos festejos das Bodas de Diamante. Afinal, 60 anos de feliz enlace é um evento inusitado. Felicidades, mais e mais!

Guilheme Alt conversou com Guto da Imperatriz de Olaria e “da tensão ao grito de campeã”, a alegria reina na escola de samba, depois de um ano de trabalho e expectativas. Somos solidários com a determinação da porta-bandeira Dandara Luíza, que não entregou os pontos e segurou as pontas até o final do desfile. Parabéns! O carnaval tem essa magia. David Massena, no tema é gente bamba também. Em “O carnaval do protesto”, ele lembra a evolução carnavalesca, das brincadeiras até as críticas políticas e sociais, na transmissão dos recados, além das plumas e paetês. A mensagem alerta para a reflexão e tem um fecho triunfal: “Hora de colocar as barbas de molho”. Valeu David!

Em “Massimo”, a triste nota do falecimento da querida Rena Bozikis. Ela que integrava brilhantemente o coral Allons Chanter, da Aliança Francesa, há de se fazer presente nas saudades que deixa. Mais uma grande perda para a cultura friburguense. E, no entanto, nous allons chanter, toujours chanter... “C´est si bon”! A vida exige de nós uma força extra para esses embates e assim como nos tira, nos dá outras oportunidades, porque tudo está indo e vindo. A saudade dos que partem contracena com a alegria dos que chegam. A herança que deixamos é uma lembrança boa no coração das pessoas. 

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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