Do retiro espiritual ao samba no pé, nossa Voz sabe os enredos da cidade!

Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

“Na cadência bonita da natureza” embarcamos na plataforma “Z” com opções de roteiro “para quem quer distância da folia”. A bela foto de capa, na escalada do Cão Sentado, é de impressionar. Só de ver me dá frio nas costelas. Conhecer a pousada Morgenlicht, em Bom Jardim, pelas narrativas inspiradoras de Ana Borges, é como estar lá, desfrutando do ambiente harmonioso. A leitura da matéria, por si só, nos transmite “o espírito da aurora de um novo dia”, esse renovar que tanto buscamos para o equilíbrio da existência. Na “Terra dos Magos”, em Lumiar, a sensação não é diferente. Além do mais, é muito bom saber que “existe um mago dentro de todos nós. Esse mago tudo vê e tudo sabe”. Eu penso que é com esse “mago” que devemos nos entender.

“As igrejas oferecem retiros espirituais...” com variação de preços e locais. O importante é aproveitar as oportunidades para um feriado bem proveitoso, em qualquer época do ano. Mas, para quem ama a folia, no Informe Acianf, o passeio pela história do carnaval friburguense lembra as antigas “batalhas de flores” no início do século XX, citando até a “erradicação” da febre amarela, por Oswaldo Cruz. Enfim, desde 1849 aos dias de hoje, quanta transformação no carnaval! Destacar Clovis Bornay, friburguense, de renome nacional, isso é relevante. Registrar Eduardo Rodrigues, nosso inesquecível Eduardinho, isso é mais do que relevante – é primordial!  

“Ainda há carnaval” – é assim que Ricardo Lengruber desenvolve seu belo texto, na constatação de que a festa de Momo “deixou de ser uma folia de espontaneidade para ser um campeonato de habilidades”. Seja lá como for esse “campeonato” move a emoção da gente. Para sair do “Z”, como é nosso costume, em “Sobre Rodas”, o passaporte de segurança é garantido. É bom lembrar que “o caster” controla a estabilidade do veículo em alta velocidade, determinando o chamado tato de direção”. Por isso, as lições do professor Madeira são vitais para o bom motorista. O saber não ocupa lugar, dizia vovó. Como ninguém sai do carnaval de uma hora pra outra, ainda temos muita folia pela frente. Em “Esportes”, a adesão dos times de futebol ao reinado de Momo é total. Bloco do Frizão, Máquina Tricolor, Gigantes da Serra, são todos gigantes da folia, empenhados na brincadeira responsável, o que faz a diferença.

A interdição da Avenida Alberto Braune é o que podemos chamar de mal necessário. Se por um lado gera transtornos para os moradores e para o comércio, nem tudo está perdido, porque as lojas têm andado cheias, principalmente as do ramo carnavalesco. Para os foliões, a avenida fechada é uma apoteose aberta ao sonho! É lindo ver a cidade colorida de gente, de confete e serpentina, como pede o momento.

Delícia de entrevista! Assim defino a conversa de Guilherme Alt com Rosângela Cassano. Conversar sobre carnaval com quem entende do metiê é uma grande oportunidade de aprendermos mais um pouco sobre as folias de Momo. Nossa “Embaixatriz”, além de ser autoridade no assunto carnavalesco é, também, muito querida nas terras friburguenses. “Nova Friburgo tem um potencial enorme” - ela diz isso, na singeleza de seu ser, sem se dar conta da potência que é na nossa cultura.

Em “Há 50 Anos” – “Clube dos 50 inaugura piscinas”. – Aposto que deu saudade em muita gente e tudo hoje está nas águas da lembrança. Que pena que acabou! Contudo, não é hora para lamentações, pois como bem disse Massimo - “Estamos todos em pleno carnaval, e não é hora para mergulhar em temas mais pesados...”.

No mesmo mar de inspiração, David Massena, aniversariante desta terça, 13, mergulha num texto maravilhoso e nós dá um banho de conhecimentos. “Mais do que uma festa, o carnaval é a catarse coletiva, a inversão dos papéis sociais...”. David falou bonito e cada pedacinho de sua narrativa é um pedacinho de todos nós. É a “Voz” que nem sempre se manifesta, mas que não pode calar. Olhar o carnaval com bons olhos é dar chance, ainda, à fantasia de viver, porque, sem sonho, nem valeria a pena acordar. 

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