Pesos e medidas?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Galera, estamos de volta! É, esse negócio de escrever coluna não é mole não! Se formos tirar um tempo para passar nossa opinião sobre tudo que acontece no mundo, acabamos não tendo tempo para nós mesmos e escrevemos sobre nada! Mas, se escolher algo para falar é complicado, o assunto que vou abordar aqui é tão complexo quanto: a arbitragem!

Muito se fala sobre a arbitragem no Brasil. Convenciona-se culpar juízes e bandeirinhas pelos erros cometidos nas partidas de futebol. A televisão cresceu, a tecnologia se desenvolveu, e um impedimento, ainda que seja pelo comprimento do nariz, é marcado com o alcance das câmera. Por mais que os comentaristas de arbitragem digam "é uma marcação além da capacidade humana", difícil é convencer um torcedor de que o equívoco é natural, quando vai de encontro ao próprio time.

Pois bem, nesse domingo, pelo Campeonato Brasileiro, duas circunstâncias me chamaram a atenção envolvendo o nosso futebol carioca. Situações semelhantes, mas com desfechos diferentes. Primeiro, em Botafogo x Coritiba, dois pênaltis foram marcados contra o Alvinegro. Vendo os lances, achei o primeiro discutível, mas o segundo jamais poderia ser marcado. Duas penalidades convertidas, e dois pontos que o clube da Estrela Solitária deixou de ganhar dentro de casa.

Mais tarde, na Ressacada, o jogo entre Avaí e Flamengo estava 1 x 1, quando Everton e Diego Tavares se enroscaram na área. Pênalti marcado pela arbitragem. No entanto, momentos depois, desistiu e anulou a marcação. Instalava-se, ali, mais uma das polêmicas que pautarão os programas esportivos desta semana.

Dois pesos, duas medidas?

Por que não voltaram os pênaltis duvidosos contra o Botafogo?

Por que o pênalti contra o Flamengo não foi batido?

Houve aviso externo?

Sinceramente, acredito que o nível da arbitragem brasileira seja o maior problema. Uma categoria que não é profissionalizada, então como cobrar de uma pessoa que não tira dali o seu sustento, que por mais que tenha dedicação para aquele ofício. não tira dali o salário que vai fazer com que honre os próprios compromissos? A teoria é linda, mas a prática não funciona assim! Amante do futebol, não creio que lances semelhantes possam favorecer um clube em detrimento de uma grande instituição como é o Botafogo. Tampouco creio que o Flamengo, cuja importância nem preciso descrever, possa ser beneficiado, dentro da casa do adversário, como era a situação contra o Avaí.

O problema é institucional, é o sistema... E a alternativa é, tipo, semelhante ao dever de acertar os números da Mega Sena.

Enquanto não sabemos esse resposta, acho que o certo é protestar, se sentir insatisfeito, reclamar... Mas tudo dentro de campo. Conduzindo os jogos, há pessoas que falham tanto como nós. 

Falha esta que você, que não concordou comigo no texto, está apontando! Não é?

Até a próxima!

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