Sem graça, começou mais um Estadual

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Hoje é dia

  • dos Tribunais de Contas do Brasil

O dia

O início do Macarthismo. Em 1948, membros do Partido Comunista de Nova York foram julgados por traição à pátria. O fato marcou o início do Macarthismo, nome dado à perseguição de pessoas em atividades consideradas "antiamericanas".

Observando...

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Palavreando

Amizade é procura conjunta que forma linhas inquebrantáveis para a costura da alma.

Sem graça, começou mais um Estadual

É até blasfêmia esse marketing que insiste em colocar aumentativo no nome das competições. É Paulistão, Brasileirão... Agora, tentam vender a imagem de Cariocão. Não é! Infelizmente, não é. A Libertadores não precisa ter aumentativo e a Copa do Mundo não precisa ser chamada de Copão para ser gigante como é. Copão que eu conheço é daquela loja de pão de queijo, caríssima, diga-se de passagem. 

Não adianta chamar Pelé, fazer festa de lançamento super produzida, se no campo vemos os clubes mais estruturados jogando com reservas, os times do interior sendo tratados de maneira desrespeitosa, inclusive sem acesso da Segunda para a Primeira divisão, estádios acanhados e sem laudos para receberem torcedores, e assim por diante. Não é um campeonato para o torcedor de estádio, e no andar da carruagem, está deixando inclusive de ser um campeonato para a TV. A Federação é incompetente, pouco confiável, e, mais do que isso: os clubes são responsáveis por esses caminhos tomados nos últimos anos. A fórmula de disputa é tão esdrúxula que até jornalista esportivo tem dificuldade para entender, quem dirá explicar para o torcedor.

O Campeonato Estadual, depois da crise do final dos anos 90 e parte do início dos anos 2000, se reergueu com uma fórmula simples e competitiva. Dois grupos de seis, campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio decidindo o título, após duas semifinais, uma em cada turno. Mexeram no que não tinha que mexer para atender a Dona Globo e proibir os chamados clubes pequenos de roubarem a cena, como vinham conseguindo. Deu no que deu e até hoje não conseguiram recuperar a mágica da competição. Não só empobreceram a competição, como mataram ainda mais os clubes pequenos.

Enfim, a competição se iniciou com a previsão lógica de que o título ficará com um dos quatro grandes com os mesmos chegando às finais. O Botafogo, pelo planejamento e foco, sai como favorito ao lado do Flamengo, atual campeão, que mesmo priorizando a Libertadores, é forte. O Vasco, além da Libertadores, tem todos os problemas políticos com o planejamento bastante afetado pelo seu mar de insegurança. O Fluminense perdeu suas peças mais importantes e é uma incógnita. Entre os pequenos, o Volta Redonda é um dos poucos com estádio e único representante no Brasileiro, após boa Série C no ano passado. Fatores que pesam em apontar a equipe como candidata ao melhor entre os miúdos.

Ponte já multa

Época de férias e viagens para muita gente. Uma ida ao Rio é rotina para alguns e uma necessidade de ocasião para muitos friburguenses. O alerta, para quem passa pela ponte Rio-Niterói, é que a fiscalização de velocidade que já estava funcionando há mais de um ano, agora gera multas. Desde segunda, 15, quem trafegar acima de 80 quilômetros por hora, velocidade máxima permitida na via, será multado.

Radares modernos

São oito radares posicionados em quatro pontos, nos dois sentidos. Os equipamentos possuem tecnologia de medição a laser e são capazes de calcular a velocidade em um amplo campo de espaço. Quem for flagrado excedendo a velocidade de 80 km/h será multado em até R$ 293,47, se estiver mais de 50% acima da máxima permitida, o que é considerado infração gravíssima, com perda de sete pontos na carteira de habilitação.

Dívidas

O Governo Federal desembolsou R$ 4,06 bilhões para pagar dívidas não honradas por estados e municípios no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, quase a totalidade dessa conta é do Rio, que assinou um acordo com o governo federal para adiar o pagamento da dívida e tentar recuperar as contas públicas do estado. Por causa da situação do Rio de Janeiro, o calote dos governos regionais cresceu 71% em 2017.

Situação crítica

Só o estado do Rio de Janeiro é responsável por R$ 3,99 bilhões dos pagamentos feitos. Além de cobrir o calote do estado, o governo permitiu que o governo estadual pegasse novo empréstimo para tentar colocar as contas em dia. Foi com a operação de crédito que foi possível pagar salários atrasados de funcionários públicos, mas ainda ficou faltando o 13º.

Proibidos de pegar empréstimo

No Estado, a Prefeitura de Belford Roxo (RJ) é a única proibida de contrair empréstimos, por estar na lista de maus pagadores da União. No entanto, a situação da maioria dos municípios é avaliada como ruim. Lembrando que alguns municípios entraram em estado de calamidade financeira, entre os quais, a vizinha Cordeiro.  

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Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

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