É hora de pensar no Brasil

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Pelos próximos meses, a jornalista Laiane Tavares assina a coluna no lugar do titular Wanderson Nogueira. A Justiça Eleitoral determina que candidatos nas Eleições 2018 não podem apresentar, participar ou dar nome a programas de rádio e TV. A regra não se aplica aos órgãos impressos. Mesmo assim, o colunista e A VOZ DA SERRA, em comum acordo, optaram pela alteração neste período. Wanderson Nogueira volta a assinar o Observatório em outubro, após o período eleitoral.

 

Hoje é dia

  • de proteção às florestas

O dia

Em 17 de julho de 1994, a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato mundial na Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos. Depois do empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação contra a Itália, a decisão foi para a cobrança de pênaltis. O Brasil  venceu por 3 a 2. O título veio 24 anos após o tricampeonato.

Observando

Cinco notícias que talvez você não tenha visto:

  • Copa da Rússia tem menor número de expulsões desde o Mundial de 1978
  • Refugiados venezuelanos no Rio terão ajuda para procurar residência, emprego e escola para os filhos
  • Inadimplência atinge 63,6 milhões de consumidores no primeiro semestre
  • Comemoração do título mundial tem quase 300 detidos na França
  • Inscrições para o Fies já estão abertas

Palavreando

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

(Martin Luther King)

É hora de pensar no Brasil

Acabou. Copa do Mundo agora só em 2022, e para quem estava reclamando que o mundial é pão e circo, ou para quem estava curtindo a maratona de futebol como quem curte pão e circo, o chamado é o mesmo: concentrar para decidir o futuro do país. O nosso próximo grande evento é a eleição. Estamos preparados?

No Brasil o voto é obrigatório, quem não vota está sujeito à multa. Multa por sua vez menor que o preço da passagem de ônibus em Nova Friburgo.  Com um país afundado em uma crise política, dividido e cada vez mais desigual, muita gente pode achar vantajoso não votar, afinal custa só  “três e pouco”,  né?

- Não! Custa caro, muito caro.

Para início de conversa, esqueça o boicote.  Não tem essa de “caso 50% da população não vote as eleições serão canceladas”. Se 99% dos brasileiros não for votar a regra segue e a eleição será definida pela quantidade de votos válidos, ou seja, aquele 1%. Depois pode reclamar, dizer que o Brasil não tem jeito, ficar de luto nas redes sociais, indignado no ponto de ônibus, na fila do SUS, no caixa do supermercado. Já era. É tipo o hexa, só daqui quatro anos, talvez.

Na eleição, não participar é participar. Enquanto você que sonha com um país mais digno abre mão de votar, quem lucra com o Brasil na lama jamais vai fazer o mesmo. É através da nossa desesperança que perdemos um país. Não sei vocês, mas eu não estou disposta a perder para sempre.

É claro, vencer pode ser difícil. Há tantas mentiras, falsas promessas e candidatos que usam o ódio para nos dividir, mas se cada um de nós levar isso a sério o tanto quanto é, teremos uma chance. Comece agora, analise suas opções. Você sempre tem opção. Custa zero reais fazer sua parte para reajustar o país. Pode ser um longo caminho, mas só chega lá quem dá o primeiro passo. Não desista do Brasil – Vote! E acima de tudo, vote com consciência.

Mortalidade infantil

Desde o começo da década de 1990 o Brasil vinha apresentando redução anual média de 4,9% na taxa. Desde de 2016, no entanto, a realidade mudou significativamente, é o que aponta os dados inéditos divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2016 a taxa de mortalidade ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, aumento de 5% em relação ao ano anterior. Para 2017, a tendência é de que a taxa também supere a de 2015.

Raiz do problema

A epidemia de vírus da Zika e a crise econômica são apontados pelo Ministério da Saúde como causas do crescimento da mortalidade infantil no país. A primeira pela queda de nascimentos que impacta diretamente no cálculo da taxa de mortalidade. Já a crise estaria associada às mortes infantis evitáveis, causadas por diarreias e pneumonias. Centro Oeste, Norte e Nordeste foram as regiões mais afetadas. Entre 2015 e 2016 houve aumento de 12 % nas mortes de menores de cinco anos por diarreia. Segundo a fundação Abrinq a piora dos indicadores está relacionada ao corte de verbas e contingenciamento de orçamentos de programas como o Bolsa Família e a Rede Cegonha.

Foto da galeria
Nova Friburgo: cidade das estrelas! No seu céu de inverno, encontramos toda a paz e beleza necessárias para fortalecer nossa esperança na vida. Registro de Marlon de Souza na página oficial da campanha “O melhor Frio do Rio” no Instagram.
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