Seca da taquara

terça-feira, 25 de julho de 2017

Para pensar:

“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.”

Jorge Luis Borges

Para refletir:

“A barca passa, mas o rio fica.”

Provérbio hindu

Alerta

O ex-prefeito Rogério Cabral, atual superintendente do Inea em nossa região, telefonou ao colunista para pedir ajuda numa campanha de conscientização.

De acordo com Rogério, estamos vivendo por aqui o ciclo de seca da taquara, que geralmente acontece a cada 30 anos.

Um fenômeno natural que expõe as localidades próximas a pelo menos dois riscos que devem ser especialmente observados nesta época.

Fogos

Ocorre que a taquara seca é altamente inflamável, “como pólvora” foi a expressão utilizada pelo ex-prefeito.

E a espécie tem sido vista em grande quantidade às margens de estradas e próxima a áreas residenciais.

Mais do que nunca, o colunista apela para que ninguém se arrisque a provocar incêndios controlados, nem tampouco a soltar balões.

Roedores

Além disso, a semente da taquara é conhecida por atrair roedores, que dela se alimentam.

Em ciclos anteriores foi observado que, com o esgotamento das sementes, aumentou o número de ratos buscando alimentação em áreas próximas, muitas vezes em residências.

Portanto, fica aí o duplo alerta à população e aos órgãos competentes.

Fazendo falta (1)

O parceiro Girlan Guilland lembra que no próximo dia 30, domingo, o saudoso padre Mielli completaria 95.

De forma apropriada, portanto, um grupo de pais de alunos, ex-alunos e ex-professores do Colégio Nossa Senhora das Graças - uma das criações do sacerdote e que fechou as portas recentemente - pretende se reunir ainda nesta semana para retomar o movimento que propõe a reabertura do estabelecimento de ensino, que tem feito muita falta para o bairro Olaria.

Fazendo falta (2)

Além do evidente vácuo educacional, Girlan lembra de outras consequências da paralisação do Graças, tanto comerciais quanto de mobilidade urbana.

“A interrupção das aulas provocou uma acentuada queda no comércio do bairro, principalmente nos segmentos de lanchonetes e padarias, bombonieres e papelarias. O fechamento do educandário causou problemas para centenas de famílias também de outros bairros, como Cônego, Cascatinha, Bela Vista, Vale dos Pinheiros e adjacências, cujos estudantes, principalmente do ensino fundamental I e II, estão tendo que se deslocar para o centro da cidade.”

Parênteses

A coluna, claro, dá total apoio a qualquer iniciativa bem intencionada que possa ajudar a recuperar (ou fortalecer) nossas instituições de ensino.

O que vale para o Graças serve também para a inestimável Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, cuja falta será cada vez mais sentida nos próximos anos, sobretudo na escassez de renovação de professores do ensino médio.

Lado A

Diversos leitores têm entrado em contato com o Massimo para elogiar a realização do Festival de Inverno de Nova Friburgo.

De fato, tanto no repertório quanto na própria organização, o resultado tem sido muito bom para algo gestado em tão poucos dias.

Não restam dúvidas de que a cidade precisa deste tipo de festival integrando seu calendário fixo de eventos, nem de que a Dell”Arte é mais do que capacitada para a missão.

Lado B

Mas, claro, existem pontos a serem melhorados.

Afinal, organizar um festival deste porte em duas semanas é algo que pesa a favor e contra o governo.

Sem dúvidas, muito melhor do que não fazer. Mas pior do que fazer com a antecedência necessária e submetendo todos os aspectos a licitações.

Existem empresas locais que ficaram bastante chateadas por não terem concorrido pela chance de prestar alguns dos serviços.

Fica, portanto, a sugestão para o ano que vem.

Lares felizes

É com grande alegria que o Massimo registra o sucesso da segunda campanha de adoção promovida pela Ssubea, neste último fim de semana.

Iniciativa muito necessária, que não apenas pretende assegurar o suporte de um lar para estes anjinhos de quatro patas, mas também que é certeza de muita alegria para todas as famílias que abriram as portas de suas casas e seus corações a estes que efetivamente são os amigos mais fiéis que alguém pode ter na vida.

Parabéns a todos, e que venham outras edições.

Aqui não

Viralizou nos últimos dias uma foto noturna feita do alto de uma montanha, mostrando um vale iluminado que era descrito como Nova Friburgo.

Teve até gente lá em Portugal mandando a foto para cá, acreditando ter sido feita no alto do Caledônia.

Como já se tornou uma (triste) marca de nosso tempo, muitas pessoas compartilharam sem chegar a informação, que, afinal, não era verdadeira.

Afinal, a foto em questão foi feita na Europa.

Respostas (1)

A julgar pelo desempenho mostrado no nosso desafio diário, o colunista acredita que nenhum dos leitores tenha pagado este mico.

O time só tem craques, e todos conhecem Nova Friburgo como a palma das mãos.

A foto do imóvel onde funciona a obra social Madre Roseli, por exemplo, foi identificada por Stenio de Oliveira Soares, Rodrigo Inácio, Silvio Poeta, Rosemarie Künzel, Alexandre Jorge Almeira Nunes, e pelo bom amigo Marcelo Schuenck.

Parabéns a todos!

Pergunta

E, para começar bem a semana, o Massimo pergunta aos amigos: onde é que o talentoso Henrique Pinheiro fotografou este belo órgão em nossa cidade?

Abraços, e boa sorte. 

Foto da galeria
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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

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