Olho do furacão

Giuseppe Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Para pensar:

"Fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti."

Alcorão

Para refletir:

"Se a raça humana sobreviveu, foi graças à ineficiência."

Bertrand Russell

Olho do furacão

Não é preciso aguardar pelo crivo dos anos para afirmar, sem medo de errar, que estamos vivendo dias centrais para o desenrolar de nosso cenário político ao longo dos próximos 10 ou 15 anos.

O colunista, aliás, tende a concordar com a professora Sylvia Moretzsohn quando esta avalia que na tarde/noite de sábado estivemos muito perto de uma situação realmente problemática, e que este risco ainda não foi completamente superado.
Aparentemente, tem muita gente que ainda não acordou para a seriedade do momento.

Oportunidades perdidas

Diversas boas oportunidades têm sido perdidas.

Oportunidades de falar, e também, oportunidades de calar.

Lá em São Paulo, por exemplo, perdeu-se a oportunidade de enfatizar o indispensável caráter pacifista de qualquer protesto.

Em vez disso, diversas lideranças de peso adotaram discursos que pintaram um cenário irreal e muito perigoso à militância.

Cara de pau (1)

Por aqui, no outro extremo do espectro ideológico - se é que ainda existe algo de ideologia nisso tudo - teve vereador fazendo palanque em redes sociais, repetindo o batido clichê do “eu não tenho bandido de estimação”.
Bonito, não é?

Cara de pau (2)

Mas daí, você lembra quem são os padrinhos políticos do cidadão, e recorda para quem ele já trabalhou e quem ele apoia atualmente, e tudo o que resta é rir para não chorar.

A pergunta é: será que daqui a algum tempo essas mesmas pessoas vão ter o despudor de dizer que não sabiam de nada do que estava acontecendo?

Gol contra

Aliás, a coisa que mais se observa atualmente é a defesa autofágica de ideias.

Manifestações pessoais sem o menor preparo ou respeito, que servem somente para deixar a consciência tranquila por “ter feito a sua parte”, sem se importar se tais palavras ou atitudes não terão saído pela culatra, reforçando, em quem pensa de forma diferente, as certezas de que estão do lado certo da história.

No fim, vale a sabedoria de Fernando Pessoa: para que algo valha a pena, a alma não pode ser pequena.

Pausa para reflexão

Quando vemos lados diametralmente opostos manifestando-se com tanta “certeza” a respeito de nossos fatos políticos, a lógica nos aponta a uma certeza diferente: a de que “ter certeza” não significa necessariamente ter razão.

O que nos leva a outra conclusão: já faz algum tempo que muita gente passou a tratar como certeza algo em que apenas acreditam, ou gostariam que fosse verdade.

É, em essência, o que alimenta a indústria de notícias falsas.

Glauber

Deu muito o que falar a presença do deputado federal friburguense, Glauber Braga, no palanque em que o ex-presidente Lula discursou antes de se entregar à Polícia Federal.

Muita gente, inclusive, tratou o fato com surpresa, o que na realidade, não foi.

O parlamentar, afinal, teve papel de destaque na oposição ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, e vem mantendo a mesma linha de atuação desde antes de deixar o PSB.

Não custa lembrar, por exemplo, que ele comprou briga com a cúpula de sua antiga sigla ao manifestar seu apoio a Dilma no 2º turno em 2014, na contramão da neutralidade assumida pelo partido após a derrota de Marina Silva.

Convocação

O capitão Geraldo Peluzio, que durante muitos anos foi instrutor do valente TG 01-010 e jamais tirou Nova Friburgo do coração, entrou em contato com o colunista para saber se seria possível divulgar o folder elaborado para convidar atiradores veteranos a desfilarem em nome da instituição no bicentenário de nossa cidade.

Grato por tudo o que o capitão fez e ainda faz por Nova Friburgo, o colunista fica muito feliz em poder ajudar.

 

Foto da galeria
Publicidade
Agora Faz
TAGS:

Giuseppe Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.