O que restou

Giuseppe Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Para pensar:

“De todas as paixões baixas, o medo é a mais amaldiçoada.”

William Shakespeare

Para refletir:

“Deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros.”

Molière

O que restou

Na edição de ontem, 21, a coluna deu uma atualizada na situação burocrática de nosso sonhado hospital de oncologia, na Ponte da Saudade.

Pois bem, a esse respeito é possível desenhar um panorama um pouco mais abrangente, ainda que tudo seja muito movediço atualmente no pântano em torno do Palácio Guanabara.

Maldito

A essa altura, o governo Pezão já sabe que será maldito aos olhos da história, por mais curta que possa ser a memória da população.

E nem mesmo a consciência de que o que vivemos agora não é reflexo apenas dos despachos feitos nos últimos três anos, mas também nos dois primeiros mandatos de Sérgio Cabral, pode mudar isso.

Afinal, Pezão esteve sempre lá, e foi atuante, o tempo todo.

Restam dez

A esta altura, restando pouco mais de um ano de mandato - na melhor das hipóteses - o governador sabe que não irá cumprir a maior parte das muitas promessas feitas em 2014.

E, por isso mesmo, reduziu seus compromissos a uma pequena lista de projetos considerados essenciais.

Dez projetos, para ser mais preciso.

E o hospital de oncologia é um deles.

Bom negócio

Como o Massimo tem sempre o desprazer de repetir, a falta de credibilidade do atual governo é tamanha, que nada que se diga pode ser levado muito a sério.

Mas a lógica nos sugere que a existência dos recursos vindos de Brasília e a certeza de que os custos da administração serão assumidos por gestões posteriores torna o hospital de oncologia uma oportunidade aparentemente barata de tentar preservar parte importante do eleitorado do governador.

Resta esperar que isso baste para a obra ver a luz do dia…

Princípio da transparência

O vereador Jânio apresentou nesta terça-feira, 21, requerimentos de informação voltados a levantar quais os custos da Câmara Municipal e do Executivo com a publicação de seus atos oficiais, notadamente no jornal A VOZ DA SERRA.

E, ao fazer isso, deu ao jornal uma oportunidade preciosa de reiterar sua posição absolutamente favorável a todo e qualquer requerimento de informação, seja sobre o que for, em total obediência ao que dispõe o artigo 37 da Constituição Federal, da Lei Complementar 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal e a lei 12.527/2011 - Lei da Transparência, também conhecida como Lei de Acesso à Informação.

Como a coluna sempre diz, quem não deve não teme.

Às claras

Não existem quaisquer melindres quanto a este ou qualquer outro assunto.

Publicação de atos oficiais em veículo de grande circulação é uma determinação constitucional, repleta de jurisprudências rendendo ações de improbidade, inclusive aqui mesmo, no Estado do Rio de Janeiro.

Anacrônico

É sintomático da velha política esperar que a obrigação legal envolva troca de favores ou influências que comprometam a isenção editorial.

Caso alguém não ainda tenha percebido, estamos no século 21, e A VOZ DA SERRA tem uma história de 72 anos pela qual zelar.

Não fecha

Soa estranho, todavia, que o vereador demonstre não estar em posse de tais informações, se poucos meses atrás fez tantas alegações em defesa do fim das publicações impressas, inclusive solicitando que a matéria tramitasse em regime de urgência.

Ora, a responsabilidade não ensina que as informações deveriam ser solicitadas e reunidas antes que fossem tomadas quaisquer atitudes?

Devemos concluir então que houve orientação de bancada sem o devido conhecimento de causa?

Prioridade?

Da mesma forma, é curioso que o parlamentar manifeste sua preocupação com o erário na mesma sessão em que entra no expediente projeto de sua autoria que pretende aumentar em 50% o gasto com moções especiais de louvor, alterando o parágrafo 5º do artigo 118 do Regimento Interno para que cada vereador possa prestar 15, e não 10, homenagens desta natureza ao longo de cada ano, ao custo unitário de aproximadamente R$74,00.

O leitor não precisa fazer as contas. A despesa anual proposta gira em torno de R$ 7.770.

Linha certa

Ainda assim, o colunista louva a postura do parlamentar, certo de que o apoio a requerimentos de informação não ficará restrito aos gastos com transparência, mas também será manifestado em temas como nepotismo, falsidade ideológica, tentativas de extorsão, violência contra a mulher, uso de nomeações para financiar difamador profissional e por aí vai.

Afinal de contas, transparência nunca é demais.

Grande encontro

A Banda Euterpe Friburguense vai se unir à Banda Sinfônica da Guarda Municipal do Rio de Janeiro para um concerto em conjunto no próximo sábado, dia 25, às 20h, no Teatro Municipal Laercio Rangel Ventura.

A apresentação será em homenagem ao aniversário de 54 anos da Guarda Municipal de Nova Friburgo.

Imperdível

Os convites para esse espetáculo musical são gratuitos, porém limitados ao número de lugares do Teatro Municipal.

Por isso, recomenda-se que sejam retirados com antecedência na secretaria da Sesquicentenária, situada na Avenida Euterpe Friburguense, 53, das 14h às 21h.

É hoje!

A 9ª Subeseção da OAB em Nova Friburgo continua brindando a sociedade friburguense com palestras e informação de qualidade.

Hoje, 22, a instituição abre as portas de seu auditório para palestra sobre o tema “Compliance e Políticas de Integridade: reflexos administrativos, civis e penais da Lei 12.846/13”, ministrada pelos competentes Hugo Lontra e Rafael Borges, uma dupla pela qual o colunista nutre grande respeito.

A apresentação começa às 18h30.

Respostas

Até o fechamento desta edição, a coluna havia recebido respostas corretas sobre a casa de pássaros no Country Clube por parte de Stênio de Oliveira Soares, Manoel Pinto de Faria, Gilberto Éboli e Silvio Poeta.

Parabéns!

Pergunta

Após alguns dias de descanso, a coluna volta a ter a satisfação de publicar uma foto enviada pela querida Regina Lo Bianco, a quem agradecemos mais uma vez pela generosidade.

E então, quem consegue identificar onde fica esta fachada?

Boa sorte a todos.

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