Massimo — 28/05/2015

sábado, 28 de maio de 2016

Situação de rua

A Prefeitura divulgou, e A VOZ DA SERRA publica na edição deste fim de semana, um balanço das atividades realizadas, dos resultados obtidos e das oportunidades oferecidas no trato à população em situação de rua em Nova Friburgo.

O tema é de absoluta pertinência, como comprova o vídeo que viralizou nas redes sociais mostrando um homem espancando outro, aparentemente na noite da última quinta-feira, 26, no entorno do coreto da Praça Getúlio Vargas.

Dantesco

A sequência de imagens é dantesca.

Ao que consta, a vítima teria agredido alguém no dia anterior, e por isso formou-se uma espécie de cordão de isolamento impedindo que pessoas que passavam pelo local pudessem interferir e interromper a agressão.

É o que se chama de fazer “justiça” - muitas aspas aqui - com as próprias mãos.

Algo totalmente à margem daquilo que se admite num Estado Democrático de Direito.

E agora?

As gravações estão aí, e não é difícil reconhecer os envolvidos.

Paralelamente a todas as medidas socioassistenciais que vêm sendo - e precisam ser - tomadas, há também que se reforçar a segurança em locais de sabida aglomeração - como é o caso do coreto atualmente - a fim de evitar que cenas como essa venham a se repetir.

E também, como bem lembra uma leitora, para que os canteiros da praça não sejam utilizados como banheiros em plena luz do dia.

Inadmissível

Violência de um lado, violência de outro.

Na semana que passou, acredite se puder, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), na Avenida Comte Bittencourt, foi alvo de dois assaltos em aproximadamente 48 horas.

Absurdo.

Aspas

“Arrebentaram portas, janela. Levaram dinheiro de uma oficina terapêutica chamada Geração de Renda... Cerca de R$ 500. E na noite de terça para quarta-feira voltaram a entrar e levaram peças da oficina de marcenaria como chave de fenda. No fim de semana já haviam roubado também DVD, um monitor LCD, duas câmeras fotográficas e quatro pandeiros”.

Repórter cidadão

Também circula nos grupos de WhatsApp o vídeo feito recentemente por um cidadão corajoso, que registrou a ação de uma equipe da Prefeitura recolhendo entulhos em uma propriedade particular.

Tão logo teve contato com a gravação, o Massimo a encaminhou para o subsecretário de Comunicação Social, Bruno Mayer, que condenou a ação e negou que a ordem tivesse partido do prefeito Rogério Cabral.

Que, por sinal, estava fora da cidade na data em que o vídeo foi gravado.

Responsabilidade

A imagem é bastante nítida, tornando fácil identificar os membros da equipe envolvida.

É de se esperar, portanto, que haja desdobramentos sobre o caso nos próximos dias.

A propósito

O episódio reforça os argumentos de que, a exemplo do que já começa a acontecer com os ônibus municipais, também veículos públicos poderiam e deveriam ser equipados com GPS.

Não apenas o maquinário, mas também carros oficiais, na Prefeitura e na Câmara Municipal.

Afinal, a localização e o itinerário desses veículos não deveria ser um mistério para quem arca com seus custos, correto?

Vox populi (1)

“Prezado Massimo, agradecemos o apoio com a divulgação do movimento de moradores, comerciantes e usuários da Rua General Osório. Este é, e era, o nosso objetivo quando participamos da audiência pública na Câmara de Vereadores: dar visibilidade ao nosso protesto contrário ao desejo de implantação, pela Prefeitura (Secretaria de Ordem e Mobilidade Urbana), da mão dupla na citada via. Não queremos a mão dupla. Ponto final.”

Vox populi (2)

“Queremos obras. Mas obras que sejam discutidas com a comunidade quando não forem de infraestrutura elementar e de obrigação de qualquer governo: rede de esgotos, rede pluvial, assentamento dos paralelepípedos, energia elétrica, sinalização, etc. O movimento dos moradores não partiu de nenhum político! Ele foi espontâneo. Os ‘abaixo-assinados’ surgiram de todos os pontos da rua, e foram compilados pelos moradores, voluntariamente, até o momento da audiência pública.”

Vox populi (3)

“Agradecemos aos vereadores envolvidos; aos vereadores presentes na Câmara na audiência pública; a todos que nos apoiam. Mas é só. Repudiamos a sua utilização com finalidade política. Não participamos de qualquer disputa e não apoiamos quem quer que seja. Só queremos a Rua General Osório da forma que queremos.”

As palavras são do empresário Francisco Matela.

Em tempo

Não são poucos os leitores que têm sugerido uma terceira opção, em relação ao fluxo de veículos na Rua General Osório.

Nem manter como está, nem deixar em mão dupla.

Simplesmente inverter a mão de direção.

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

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