Desenhando

Giuseppe Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sábado, 12 de agosto de 2017
Foto de capa

Para pensar:

“O fato de uma opinião ser amplamente compartilhada não é nenhuma evidência de que não seja completamente absurda; de fato, tendo-se em vista a maioria da humanidade, é mais provável que uma opinião difundida seja tola do que sensata.”

Bertrand Russell

Para refletir:

“A vida dura uma geração. Um bom nome dura para sempre.”

Provérbio japonês

Desenhando (1)

A coluna de sexta-feira, 11, tentou ser o mais transparente possível, mas pelo visto restou alguma margem para confusão.

Sejamos mais didáticos, portanto: o afilhado político friburguense do ex-prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, integrou o governo que agora está sob suspeita.

Até que a Justiça diga o contrário, no entanto, não há nenhuma implicação nisso.

O jornalista simplesmente não pode ignorar a conexão, só isso.

Desenhando (2)

Quanto aos caminhos que levaram a empresa investigada a conseguir um contrato emergencial em Nova Friburgo, eles passam por vias diferentes.

Vale, por exemplo, cruzar a lista dos nomes que já foram presos, com a de pessoas que andaram tendo seguidas reuniões fechadas por aqui.

Ou, quem sabe, olhar com atenção a lista de clientes que a empresa atendeu nos últimos anos.

Não sejamos preguiçosos, minha gente. É ligar lé com cré.

Sem rodeios (1)

A aguerrida comunidade dos protetores de animais em Nova Friburgo - que tem neste colunista um entusiasmado apoiador - não tem papas na língua, e não é afeita a rodeios.

Nem no sentido figurado, nem muito menos no literal.

Como seria previsível, após a infeliz inclusão no expediente justamente no dia em que a turma celebrava em plenário a posse de Luciana Silva, o projeto que pretende liberar a realização de rodeios em Nova Friburgo caiu em desgraça.

Só se fala nisso.

Sem rodeios (2)

Os números mudam muito rapidamente, mas quando do fechamento desta edição a petição contrária ao projeto já havia coletado mais de 500 assinaturas.

Ainda assim, tem gente apostando que a matéria passa, se for à votação.

O colunista repete: se for à votação.

Na medição de forças entre os interesses envolvidos, só o tempo dirá qual lado irá vencer.

Opinião

O Massimo, que também não curte rodeios, não esconde seu posicionamento contrário à prática, em Nova Friburgo ou qualquer outro lugar.

O que não afeta o grande respeito que o colunista nutre pelo vereador Marcio Damazio, que há pouco tempo, por exemplo, acolheu a sugestão do Massimo para elaborar um projeto de lei que determine a previsão de pontos de travessia segura para animais quando houver intervenções em estradas municipais.

Opacidade

A Câmara Municipal, orientada pela liderança de governo, voltou a rejeitar um requerimento de informação na sessão desta quinta-feira, 10.

Para quem tem a obrigação constitucional de fiscalizar, trata-se de uma postura embaraçosa, que não nos deixa esquecer da finalidade política das indicações de parentes ou protegidos.

Cheira mal

Claro que, da mesma forma, o esforço para impedir a aprovação do documento - este voltado a levantar informações a respeito do contexto em que se pensou a cobrança de estacionamento por instituição beneficente na Via Expressa - apenas reforça a sensação de que há mais nessa história do que os olhos veem.

Esperança

O Massimo, contudo, faz questão de destacar a postura dos vereadores que não integram a base governista, e, mais ainda, a de Alexandre Cruz e Carlinhos do Kiko que, mesmo apoiando o governo, votaram em favor da transparência.

Parabéns aos dois.

Triste de ver

A partir de denúncias feitas por moradores da Ponte da Saudade e averiguadas pela Amaps, os vereadores Wellington Moreira, Marcinho e Johnny Maycon visitaram, na manhã desta sexta-feira, 11, as futuras instalações do Hospital de Oncologia da Região Serrana.

De acordo com o relato de Wellington, presidente da Comissão de Saúde, foram verificadas as denúncias de furtos e a situação de abandono.

Aspas

“O descaso é facilmente percebido. Na placa de identificação da obra não constam dados essenciais como o nome da empresa responsável pela construção, a data de início da obra e nem a previsão de entrega. Há apenas o valor, mais de R$ 45 milhões  que estão indo pelo ralo. O pouco de obra que há me causa indignação. É gritante a situação de desrespeito e desperdício com o dinheiro público.”

Durante a vistoria foi verificada também a falta de água e iluminação adequada do local.

Morte por febre amarela

E já que falamos em Saúde, a Secretaria Estadual atualizou nesta sexta-feira seu informe epidemiológico com os dados de acompanhamento da febre amarela, incluindo o primeiro caso de óbito em Nova Friburgo causado pela doença neste surto atual.

O informativo não dá muitos detalhes, mas acrescenta que a doença foi contraída em viagem ao município vizinho de Casimiro de Abreu.

Respostas

A fotografia enviada por Fernando de Souza pegou muitos leitores no contrapé.

Até o fechamento desta edição, apenas Antônio Carlos Bueno, Silvio Poeta e Rodrigo Inácio haviam identificado o belo adorno, num dos tradicionais imóveis da Rua Moisés Amélio, já perto da Rua Mac Níven.

Parabéns aos três.

Pergunta

Para o fim de semana, a coluna publica um desafio um pouco diferente.

Em vez de um detalhe, um caminho.

E aí, os amigos conseguem identificar onde fica?

A imagem - quanta honra! - foi enviada pelo mestre e amigo Eloir Perdigão.

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