Hamilton Werneck

Hamilton Werneck

Eis um homem que representa com exatidão o significado da palavra “mestre”. Pedagogo, palestrante e educador, Hamilton Werneck compartilha com os leitores de A VOZ DA SERRA, todas as quartas, sua vasta experiência com a Educação no Brasil.

10/01/2018

Essa consciência é uma doida vaca de presépio. Doida porque diante de orientações diferentes não sabe o que fazer, vaca de presépio porque faz tudo o que mandam sem refletir nas consequências. Diz amém a tudo e a todos. A consciência dominada não é tímida, é uma consciência capacho. Não tem decisão própria, opinião pessoal, conclui tudo com outros autores, é medrosa em tudo o que faz. O resultado da consciência dominada é a repetição. Ela não cria, só repete. Torna-se o melhor prato para a consciência dominadora porque facilmente será sua escrava.

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03/01/2018

Quando uma pessoa manda outra fazer alguma coisa, verifica a execução exatamente como foi mandado e sente, em seguida, um certo prazer em ter mandado em alguém, é aí que mora o perigo. Foi detectada a primeira manifestação silenciosa da pior de todas as dominações, aquela rotulada pela felicidade do mando. Se numa escola existir alguém com esse tipo de doença, podemos verificar, pela simples existência de comportamentos de manifestação de obediência, a uma ou várias pessoas, sem a menor necessidade.

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20/12/2017

Sou o que penso ou aquilo que os outros pensam de mim?

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13/12/2017

Quando comemoramos o nosso dia, o dia do mestre, em 15 de outubro, embora nossa dignidade não dependa de dia, mês ou ano, não restam dúvidas que nosso ânimo fica abalado diante da realidade. De nada interessa termos uma significativa marca no tempo e termos falta de dignidade no espaço, não sermos considerados na sociedade, sermos menosprezados pelas forças da incompreensão e desligados por completo de uma visão mais profunda sobre a necessidade da educação.

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06/12/2017

Às vezes pensamos na perda da dignidade do magistério, porque somos professores. Na realidade, muitos profissionais perderam a dignidade, à medida que foram denegrindo, através dos meios de comunicação e até da fofoca, os mais diversos setores pelas mais variadas razões, algumas absolutamente sem razão. Mudou-se o conceito de médico, advogado, juiz, policial, todos metidos num único rol, sem se levar em conta a experiência das pessoas, os estudos feitos, a competência e o respeito. A questão, portanto, não é só do magistério, e isso até nos conforta.

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30/11/2017

Hoje, para recobrar a dignidade, o professor busca as ruas, faz piquetes, enfrenta a polícia e até nivela seu vocabulário aos níveis das “galerias gerais” dos “estádios” quando os juízes apitam pênaltis contra um time no minuto final de uma partida fadada ao empate. Apanhando da polícia, sem o título de coronéis e sem serem reconhecidos como “cabos” pela falta do fardamento, caminham os educadores desta nação apelando para os dinossauros de Spilberg como forma de protesto, defesa e sobrevivência.

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22/11/2017

Antes da década de 1970, quando o magistério era considerado profissão abnegada, carecendo muitos profissionais de registros, mas esbanjando, alguns, muita competência, a população escolarizada do país era muito reduzida e o Brasil não apresentava números percentuais junto às Nações Unidas para justificar empréstimos externos, dado o fato de investir pouco em educação. Nessa época, os professores eram respeitados, exigiam o respeito respaldados pelas instituições, embora o afastamento entre eles e os alunos fosse maior.

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15/11/2017

A vida humana gira em torno de duas vertentes: o medo e sonho. E eles exigem de todos a capacidade de movimento entre uma coisa e outra através da administração dos dois comportamentos. O medo acaba por levar ao cuidado com o exercício da profissão. O profissional é cobrado pelos seus atos e, por vezes, não tem como se eximir de culpa, apesar das justificativas. Se um médico alegou ter esquecido uma pinça dentro do abdômen do paciente porque seu salário não é compatível com seus desejos, ninguém aceita. Não adianta dizer que, se ganhasse melhor, não esqueceria a pinça lá dentro.

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08/11/2017

Todo professor deveria ensinar seus alunos a estudar ou, pelo menos, corrigir os erros do estudo errado. Não é difícil saber se um aluno estuda errado, basta verificar seu comportamento antes de uma avaliação. O estudo errado é feito para passar de ano, para obter nota e, logo depois, esquecer tudo. É uma espécie de trabalho linear que funciona assim: “decora, faz prova e esquece”. Por isso um acadêmico de um curso de direito pode obter notas excelentes durante o curso e não passar na prova da OAB. Por que ele esquece?

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01/11/2017

Há ofertas no Brasil de uma grande variedade de livros didáticos provenientes das aquisições do próprio Ministério da Educação e dos editados por sistemas de ensino. A grande diferença está na gratuidade dos livros distribuídos pelo MEC, enquanto os demais devem ser comprados pelas prefeituras.

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