Vinícius Gastin

Estrela Solitária

Vinicius Gastin é Jornalista, Radialista, Comentarista Esportivo, Apresentador e Produtor de TV e Assessor de Imprensa. Friburguense de coração e de alma, botafoguense por vocação. Apaixonado por futebol e eterno seguidor da Estrela Solitária...

Nos últimos 13 meses o Botafogo entrou em campo sem uma parte da sua história recente. Sem parte do orgulho de quem sabe valorizar quem valoriza a história. Sem aquele que transformou a própria história em Botafogo. Jéfferson e Botafogo, Botafogo e Jéfferson. Unidos pela singularidade capaz de transformar qualquer pluralidade em um só coração. No mesmo pulso, ritmo, sentimento. Jéfferson é o torcedor alvinegro personificado em jogador. Desde Túlio Maravilha, jamais comprei uma camisa do Botafogo sequer com o nome de quem quer que seja. A sua comprei.

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E esse tal dia 14 de junho que não chega!? A expectativa é muito parecida com a da pré-Libertadores, onde cada alvinegro aguardava com ansiedade a definição do primeiro adversário, e do caminho a ser percorrido até a fase de grupos. Desafios superados, o botafoguense agora quer conhecer o próximo desafio pelas oitavas de final, rumo ao desfecho de uma das histórias mais surpreendentes do futebol mundial. Entre uma expectativa e outra, há obstáculos vencidos, sustos, heroísmo, momentos inesquecíveis, shows da torcida e alertas para serem observados.

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E o Botafogo chegou. O time que não subiria em 2015, passaria por uma nova situação difícil em 2016, não chegaria à Libertadores deste ano, não passaria do Colo Colo, seria eliminado pelo Olímpia e jamais se classificaria no grupo considerado como o da “morte” chegou. Está lá, entre os 16 maiores clubes da América do Sul na atualidade. Outros, mais poderosos financeiramente, não estão. Dinheiro não ganha jogo. Pode ajudar, mas desde que a sua aplicação tenha fundamento e planejamento. O Botafogo não tem caixa, mas tem camisa - sem ironias ou piada de duplo sentido, claro.

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Como assim eu não gosto de futebol? Por que então o coração começa a palpitar já na véspera de um jogo importante, ou mesmo de uma partida normal, desde que tenha a Estrela Solitária envolvida? Por que então trocamos momentos de lazer — e até mesmo compromissos — pelo simples prazer de assistir o preto e o branco colorirem as nossas vidas durante pelo menos 90 minutos (e o jogo nunca termina no apito final)?

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Esse 3 de maio está estranho. Parece que a noite do dia 2, de tão mágica eu se anunciava, sequer existiu. Das arquibancadas para fora sim, das cadeiras para dentro não. Houve comunhão, mas não houve casamento. O combustível de cada um dos alvinegros incendiou o estádio, que se transformou em uma brilhante constelação guiada pelo escudo – e pelos escudos – mais bonito do mundo.

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Não pode, não dá, não vai, já era. Pode sim. É possível. Com esse time tudo pode. Não há nada impossível. Quando se entende o que é o Botafogo, o próprio Botafogo entende como e quando precisa ser Botafogo. E que me perdoem pela inversão de ideias, mas essa equipe é a verdadeira personificação do torcedor alvinegro. Consegue transformar o característico pessimismo – que é consequência de um amor incomparável – em história. O drama passa a ser tragédia e vira um conto de heróis em questão de poucos minutos. Nada mais Botafogo.

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É Páscoa. Um dos períodos mais importantes para o Cristianismo, onde se envolve todo o mistério da fé que permeia tal crença religiosa. O renascimento, a ressurreição de Cristo. Na vida ressurgimos a cada queda, levantamos a cada tropeço e seguimos. No futebol, o Botafogo, talvez, seja a melhor representação da simbologia que envolve o período Pascal. Com todo o respeito ao cachorro, que tão bem representa e marca a gloriosa trajetória, o alvinegro é a materialização da mitologia da Fênix. Sem apoio de mídia ou dinheiro. Apenas com o respaldo de sua própria história.

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Botafogo, meu destino... E que destino, obstinado, talvez até sem destino. Eu destino uma grande parte do meu dia, da minha vida, e faço o preto e o branco se confundirem com a minha história. Sou diferente. Sou Botafogo. Toda a América é um pouco mais Botafogo, encantada com os milhares de corações que fazem o Nilton Santos pulsar a cada jogo. Num só ritmo, de corpo e alma, com espírito de Libertadores.

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Este que vos escreve pensou muito, várias vezes, se realmente valeria a pena escrever sobre este tema. Particularmente, seria muito cômodo ficar omisso diante de tantos absurdos e devaneios que a grande mídia traz à tona para falar do assunto. Mas o jornalista possui um dever para com a sociedade, o de informar com consistência e veracidade, apontando dados e fatos que sustentem o seu argumento. De escrever ou falar não o que se quer ler ou ouvir, mas o que precisa ser lido ou ouvido.

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Disseram eles que depois de 2014 haveria uma estrela a menos na constelação. Logo ela, A Estrela, Solitária, exclusiva, incomparável. Só os desprovidos do mínimo de inteligência poderiam acreditar. Não há fim para o que é imortal. Não há treva para quem combina a escuridão do preto com a luz do branco. E tem ainda, como destacou o mestre Armando Nogueira, uma invenção Divina como símbolo. É ela que nos rege. Existem vários alvinegros pelo mundo, mas o Alvinegro da Estrela Solitária é único. É mágico. É Gigante.

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