Reação ao rebaixamento

Antônio Fernando

Blog do Antônio Fernando

Friburguense, jornalista, 65 anos, taurino e vascaíno. Antônio Fernando atuou em diversos veículos de Nova Friburgo e atualmente é redator das colunas Radar e Impressões onde ele deleita o leitor de A VOZ DA SERRA com suas visões peculiares sobre o mundo.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Reação ao rebaixamento

Após a decisão da Standard & Poor’s de rebaixar a nota da dívida pública brasileira para três níveis abaixo do grau de investimento, o Ministério da Fazenda pediu o engajamento do Congresso na aprovação das reformas estruturais. Em nota, a pasta informou que o governo está comprometido com o ajuste fiscal.

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“O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”, destacou o texto.

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O Ministério da Fazenda pediu ainda empenho dos parlamentares para aprovação das medidas. “Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil”.

Serviços cresceram

O volume do setor de serviços cresceu 1% no país de outubro para novembro de 2017, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta veio depois de duas quedas do setor: de 0,8% em outubro e de 0,1% em setembro. Cinco dos seis segmentos de serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de outubro para novembro. Três deles acusaram alta de 0,9%: serviços prestados às famílias, serviços de informação/comunicação e as atividades turísticas.

Inflação da baixa renda

Embora a redução da inflação em 2017 tenha sido sentida por todas as camadas da população, os que mais se beneficiaram foram os integrantes da classe de renda muito baixa, cujo índice foi de 2,2%, uma queda de 4,8 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. As camadas mais ricas da população tiveram inflação de 3,7%, com redução de 2,5 pontos percentuais em relação a 2016. Os dados constam do Indicador de Inflação por Faixa de Renda, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A inflação oficial medida pelo IBGE ficou em 2,95%, no ano passado.

Ano com déficit no Rio

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, sancionou o orçamento do estado para 2018. A lei 7.844/18, aprovada pela Assembleia Legislativa do estado (Alerj) no último dia 14 de dezembro, foi publicada no Diário Oficial. A previsão é que o estado do Rio terá, neste ano, um déficit de R$ 10 bilhões, diferença entre a receita líquida projetada de R$ 63,1 bilhões e despesas de R$ 73,1 bilhões.

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De acordo com a Alerj, o maior gasto do governo em 2018 deverá ser com salários e com o pagamento de aposentados e pensionistas, envolvendo recursos, respectivamente, da ordem de R$ 23,6 bilhões e R$ 17 bilhões. A área da segurança receberá o maior volume de recursos (R$ 11,5 bilhões) em 2018, seguida da educação (R$ 7,7 bilhões) e saúde (R$ 6,6 bilhões).

Combustíveis reajustados

A Petrobras reduziu os preços do diesel e da gasolina nas refinarias em 0,7% nesta sexta-feira, 12, informou a petroleira em comunicado no seu site. Os reajustes fazem parte da nova sistemática de formação de preços da companhia, em vigor desde julho do ano passado e que prevê alterações quase que diárias nas cotações. O repasse ou não às bombas, contudo, depende da estratégia das distribuidoras.

Mordida do leão

Mesmo com o processo de queda da inflação, a defasagem da tabela de incidência do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) atingiu 88,4% desde 1996, segundo o Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal). Todo início de ano o sindicato retoma a pressão para que o governo envie ao Congresso Nacional proposta de correção da tabela pela inflação passada. Em 2016 e 2017, a tabela não foi corrigida.

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Com a correção da tabela, a faixa de isenção do IRPF aumenta e os demais contribuintes pagam menos imposto. Em dezembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acenou com a possibilidade de correção da tabela e dos benefícios do programa Bolsa Família.

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