Juntando dinheiro

Antônio Fernando

Blog do Antônio Fernando

Friburguense, jornalista, 65 anos, taurino e vascaíno. Antônio Fernando atuou em diversos veículos de Nova Friburgo e atualmente é redator das colunas Radar e Impressões onde ele deleita o leitor de A VOZ DA SERRA com suas visões peculiares sobre o mundo.

quinta-feira, 04 de janeiro de 2018

Juntando dinheiro

A grande meta dos brasileiros para 2018 é juntar dinheiro, diz pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Quase metade dos brasileiros entrevistados na pesquisa (45%) disse que pretende juntar dinheiro este ano ou sair do vermelho (27%). 

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Mais da metade dos brasileiros entrevistados (54% do total) disse ainda estar mais otimista com o cenário econômico para este ano e 58% acreditam que sua vida financeira será melhor. Além disso, a nota média dada pelo brasileiro para sua expectativa da economia, entre 1 e 10, foi 5,7. A pesquisa mostra ainda que 13% acreditam que a situação da economia vai piorar em 2018 e 19% acham que o cenário econômico este ano será igual ao de 2017. 

Varejo da construção

As vendas de material de construção no varejo cresceram 6% em 2017 na comparação com o ano anterior, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). O faturamento anual do setor ficou em R$ 114,5 bilhões.

Segundo o presidente da associação, Cláudio Conz, este foi um ano de recuperação, mas com percalços. A expectativa da Anamaco é que o setor cresça 8,5% em 2018, influenciado pela redução da taxa de juros, da inflação e pelo aumento do emprego. Em dezembro, as vendas de material de construção cresceram 1% em relação a novembro. O mesmo percentual foi observado na comparação com dezembro de 2016.

Projeções para 2018

Os especialistas ouvidos pelo boletim Focus, do Banco Central, em sua pesquisa semanal, elevaram as projeções para o crescimento da economia brasileira em 2017 e em 2018. De acordo com as estimativas divulgadas pelo BC, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá apresentar crescimento de 1% em 2017. No levantamento da semana passada, a estimativa era de 0,98%.

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Para 2018, a expectativa do mercado em relação ao PIB também melhorou, passou de 2,68%, no último levantamento, para 2,70% no resultado apresentado na terça-feira, 2. Já as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial que mede a inflação, o mercado manteve a inflação de 2017 em 2,78%. 

Orçamento anual 

O presidente Michel Temer sancionou com um veto a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2018, que prevê as receitas e despesas da União para o exercício financeiro deste ano. Temer vetou a estimativa de recurso extra de R$ 1,5 bilhão para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). 

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O projeto de lei orçamentária foi aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional, após passar por várias discussões na Comissão Mista de Orçamento. Uma das principais novidades deste ano é a destinação de R$ 1,716 bilhão para um fundo eleitoral, chamado de Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que vai custear com recursos públicos as eleições de 2018. Este será também o primeiro orçamento aprovado após a vigência da emenda constitucional do teto de gastos, que limita as despesas públicas à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos.

Privatização gera aumento 

A privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias vai encarecer em até 30% as tarifas de energia elétrica, além de demitir milhares de funcionários e precarizar a qualidade dos serviços. O cálculo é de Emanuel Torres, presidente do Sindicato dos Eletricitários do Estado do Rio de Janeiro e da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel). Torres diz que a medida provisória, assinada no dia 28 de dezembro pelo presidente Michel Temer, retirando a proibição de venda da Eletrobras e suas subsidiárias, pegou a todos de surpresa.

Simples Nacional

As novas regras do Simples Nacional, aprovadas em outubro de 2016, passaram a vigorar na última segunda-feira, 1º. Entre as principais mudanças está a redução do número de tabelas, de seis para cinco anexos, sendo três para serviços, um para comércio e um para a indústria. A quantidade de faixas de faturamento também foi reduzida de 20 para seis, além do estabelecimento de alíquotas progressivas de tributação. 

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Outro ponto importante foi o enquadramento do setor de serviços em tabela com alíquotas diferenciadas pelo tamanho da folha salarial para alguns setores, que deverá ser igual ou superior a 28% em relação à receita bruta para recolher por uma alíquota menor.

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