Bandeira vermelha nas contas de luz até o verão

Antônio Fernando

Blog do Antônio Fernando

Friburguense, jornalista, 65 anos, taurino e vascaíno. Antônio Fernando atuou em diversos veículos de Nova Friburgo e atualmente é redator das colunas Radar e Impressões onde ele deleita o leitor de A VOZ DA SERRA com suas visões peculiares sobre o mundo.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Bandeira vermelha

A bandeira tarifária vermelha de patamar 1 deve continuar a elevar o preço das contas de luz até o fim do período seco, em novembro, quando o volume de chuvas deve aumentar e elevar o nível dos reservatórios de hidrelétricas brasileiras. A previsão é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Barata. “As nossas avaliações são de que, ao longo do período seco, o preço vai subir, porque cada vez mais vamos precisar das usinas térmicas. Se o lado benéfico delas é o fato de serem presumíveis e gerenciáveis e termos o controle dos combustíveis, o outro lado é serem mais caras”, disse Barata.

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Segundo o diretor do ONS, em novembro, os reservatórios do Sudeste estarão com 20% da capacidade, e os do Nordeste, possivelmente abaixo dos 10%. Quando a bandeira vermelha patamar 1 está em vigor, os consumidores pagam R$ 3 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em 2017, a bandeira patamar 1 está em vigor desde abril.

Mais empresas

A criação de empresas no Brasil em janeiro de 2017 registrou o melhor resultado para o período desde 2010. Segundo dados divulgados pelo Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas, foram criados 194.199 novos negócios no primeiro mês do ano. O resultado é 16,6% superior quando comparado ao mesmo período de 2016, quando foram abertos 166.613 registros como pessoa jurídica. Em relação a dezembro do ano passado, o aumento foi de 61%. Naquela ocasião, 120.633 novos negócios tiveram início.

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"O empreendedorismo de necessidade segue pautando a criação de novas empresas no país. Com o desemprego elevado, pessoas que estão perdendo vagas no mercado de trabalho buscam novas fontes de renda através da abertura de novos negócios", destacou, em nota, a Serasa. Segundo o levantamento, o tipo de negócio com maior número de "nascimentos" no período foi a microempresa individual (MEI), que totalizou 159.522 aberturas, equivalente a crescimento de 16,2% sobre janeiro de 2016.

PIB em alta

Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) informam que o indicador, que mede a atividade econômica no País, teve alta de 1,19% no primeiro trimestre deste ano. Em termos monetários, o PIB do primeiro trimestre somou cifra superior a R$ 1,6 trilhão no País. 

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Segundo a FGV, esse é o primeiro resultado positivo do PIB após oito trimestres consecutivos de queda, ou seja, melhor desempenho após dois anos de queda. Na comparação com igual trimestre do ano anterior, o PIB do primeiro trimestre apresenta taxa ainda negativa de 0,2%, mas é a taxa menos negativa desde o trimestre móvel finalizado em maio de 2014.

Trabalho inadequado

A taxa composta de subutilização da força de trabalho no país chegou a 24,1% no primeiro trimestre do ano, o que significa que no Brasil não há trabalho adequado para 26,5 milhões de pessoas. Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo o estudo, a taxa composta da subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e os que fazem parte da força de trabalho potencial) subiu 1,9 ponto percentual em relação aos 22,2% da relativa ao quarto trimestre de 2016. Os números pioraram em todas as vertentes da comparação sobre a força de trabalho do país.

INSS economiza

O pente-fino nos benefícios por incapacidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciado no segundo semestre do ano passado, já gerou uma economia de R$ 2 bilhões para os cofres públicos. Até o momento, os peritos revisaram 126,2 mil benefícios de segurados que recebiam o auxílio-doença e há mais de dois anos não passavam por avaliação médica. Desse montante, 102,6 mil (81%) foram cancelados

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