Antonio – um santo milagreiro

Antônio Fernando

Blog do Antônio Fernando

Friburguense, jornalista, 65 anos, taurino e vascaíno. Antônio Fernando atuou em diversos veículos de Nova Friburgo e atualmente é redator das colunas Radar e Impressões onde ele deleita o leitor de A VOZ DA SERRA com suas visões peculiares sobre o mundo.

sábado, 09 de junho de 2018

Santo António, ou Antônio de Lisboa, também conhecido como Santo António de Pádua,  nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, e faleceu em Pádua, a13 de junho de 1231. De sobrenome incerto mas batizado como Fernando, foi um doutor da Igreja que viveu na virada dos séculos XII e XIII.

É considerado padroeiro dos amputados, dos animais, dos estéreis, dos barqueiros, dos idosos, das grávidas, dos pescadores, agricultores, viajantes e marinheiros; dos cavalos e burros; dos pobres e dos oprimidos; é invocado para achar coisas perdidas, para conceber filhos, para evitar naufrágios e para conseguir casamento.

A devoção popular colocou-o entre os santos mais amados do cristianismo, cercou-o de riquíssimo folclore e atribui-lhe até aos dias de hoje muitos milagres e graças. Igrejas a ele consagradas multiplicam-se pelo mundo, tem vasta iconografia erudita e popular, a bibliografia devocional que ele inspira é volumosa e em sua homenagem uma quantidade incontável de pessoas recebeu o nome Antônio, além de numerosas cidades, bairros e outros logradouros públicos, empresas e mesmo produtos comerciais em todo o mundo também terem seu nome.

 Alguns milagres

Diz a tradição que em sua curta vida operou muitos milagres, como seguem alguns exemplos.

Certa feita, meditando à beira-mar sobre a frequente aparição da imagem do peixe nas Escrituras, os peixes ter-se-iam reunido a seus pés para escutá-lo.

Teria restaurado um campo de trigo maduro para colheita que fora estropiado por uma multidão que o seguia;

teria protegido milagrosamente seus ouvintes da chuva que caía durante um sermão, uma mulher impedida pelo marido de ir ouvi-lo pôde escutar suas palavras a quilômetros de distância.

Restaurou o pé amputado de um jovem.

Soprou na boca de um noviço para expulsar as tentações que sofria, confirmando-o em sua vocação.

Quando alguns hereges colocaram veneno em sua comida para verificar sua santidade, o santo fez o sinal da cruz sobre o alimento, comeu-o e nada sofreu, para o vexame dos seus tentadores.

Outro milagre famoso trata-se da aparição do Menino Jesus ao santo durante uma de suas orações, uma cena multiplicada abundantemente em sua iconografia.

Um certa mulher em Ferrara, Itália, deu a luz em meio de uma situação familiar complicada, pois seu marido estava desconfiando que o filho não era dele. Quando Santo Antônio soube da situação, visitou o casal por altura do nascimento, tomou a criança em seus braços e ordenou energicamente ao recém-nascido que dissesse quem era o pai. Ele apesar da idade dele ser de apenas de horas ou de dias apontou ao referido homem e falou sem titubear que era ele de fato.

Durante sua pregação num consistório diante do papa, vários cardeais e clérigos, e gentes de várias nações, discorrendo com sutilíssimo discernimento sobre intrincadas questões teológicas, cada um dos presentes teria ouvido a pregação na sua própria língua materna. Na ocasião, diante de tão assombroso fenômeno, o papa o teria chamado de "a arca do Testamento, o arsenal da Sagrada Escritura".

 

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