Sem filhos, sem problemas

Dr. Norberto Louback Rocha

Dr. Norberto Louback Rocha

A Saúde da Mulher

O ginecologista e obstetra Norberto Rocha assina a coluna A Saúde da Mulher, publicada às terças no A VOZ DA SERRA. Nela, o médico trabalha principalmente a cultura de prevenção contra os males que atingem as mulheres.

terça-feira, 08 de agosto de 2017

Um fenômeno que tem muitas explicações, mas que causa preocupação principalmente nos países ricos, como os europeus, mas que também acontece em outros com menos riquezas é o da chamada crise da baixa natalidade. Aqui entre nós, há 40 anos passados a média de filhos por cada família era de seis crianças. Hoje é de menos de duas.

Diferentes explicações podemos encontrar: maior nível de conhecimento por parte das mulheres, o surgimento da pílula anticoncepcional e de outros métodos , como os implantes sub-cutâneos de hormônios que também impedem a gravidez, dispositivos intrauterinos de melhor qualidade, os chamados DIUs, e também as dificuldades econômicas que impedem os casais de terem filhos logo no início do casamento.

Além disso tudo, a decisão de muitas mulheres de conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho, o que exige delas um diploma de curso superior, o que leva alguns anos para se conseguir, faz com que a decisão de ter um filho seja tomada lá pelos trinta e tantos anos, ou perto dos 40, fato que limita a possibilidade de ter mais de um filho. Muito ao contrário de antigamente, quando ter uma grande família era bonito e muito bem visto pela sociedade da época, também dava um ar de respeitabilidade ao chefe da família e sua esposa. Hoje é muito comum vermos aqui em Friburgo casais vivendo de forma muito equilibrada com apenas um filho e dizendo que desta forma podem oferecer a ele uma qualidade de vida melhor, com mais atenção, inclusive.

Também muitos casais, com a escolha de não ter filhos, trazem para dentro de casa algum animal de estimação, os mais comuns são os cães de pequeno porte, o que fez do Brasil o segundo mercado de produtos PET do mundo, só perdendo para os norte-americanos. Na natureza tudo acaba tendo uma explicação, muita gente diz que “sem filhos, sem problemas”, o que é falso, pois milhares de casais sem filhos vivem mal e cheios de aborrecimentos.

Nos países ricos ocorre hoje um problema. Tendo poucos filhos, os habitantes daqueles países diminuem suas populações e ficam com falta de gente para trabalhar, o que os leva a trazer imigrantes de nações pobres, que aceitam qualquer ocupação para fugir da pobreza e das guerras de seus países de origem, o que ainda não é o caso do Brasil, mas já ocorre em toda a Europa. Estes imigrantes, ao melhorar de vida, passam a ter muitos filhos, o que em breve vai mudar o perfil daqueles países, que vão ter mais gente de fora do que sua própria gente. Exemplos temos vários: o prefeito de Londres é muçulmano, o primeiro ministro da Irlanda é indiano. Ter filhos nos países ricos é muito caro, é uma das razões, segundo eles. Aqui, muita gente também diz a mesma coisa. 

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O ginecologista e obstetra Norberto Rocha assina a coluna A Saúde da Mulher, publicada às terças no A VOZ DA SERRA. Nela, o médico trabalha principalmente a cultura de prevenção contra os males que atingem as mulheres.

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